APAE necessita de ônibus urbano adaptado
Vereador Afrânio Cardoso visita a Associação e comprova que da frota de quatro veículos, apenas um está em boas condições
O vereador Afrânio Cardoso Lara Resende (PP) visitou a APAE – Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais de Uberaba esta semana em busca de informações sobre a realidade do local. Segundo o coordenador clínico Dr. Alex Abadio Ferreira, não há dívidas, mas faltam recursos para a contratação de profissionais em geral, principalmente da área da saúde. Outro fato requer atenção urgente: da frota de quatro ônibus, apenas um está é bom estado. “Os outros três sempre estragam e a manutenção já não está valendo a pena, por ficar muito caro”, observa Ferreira.
Quase todos os 400 alunos, de zero a 65 anos, necessitam do transporte para o local. “São quase 500 km por dia percorridos pela cidade, por isso, precisamos urgente de ônibus urbanos adaptados”, diz o coordenador. Independente desse transporte, a entidade ainda recebe alunos de Delta, Campo Florido, Veríssimo e Pirajuba.
A APAE de Uberaba consegue ser referência nacional mesmo recebendo grande parte dos recursos financeiros através de ajudas, que chegam pelo serviço de telemarketing ou por contribuições descontadas das contas de água ou luz. Há ainda convênios com o SUS e a SEDES. “Nós também realizamos eventos para arrecadar dinheiro, como a festa junina, que este ano acontecerá no dia 15 de junho, aqui mesmo (Rua Dr. Milton Campos, 350, Amoroso Costa)”, lembra Ferreira.
Para o vereador Afrânio, os uberabenses têm bom coração, mas a ajuda precisa aumentar. “Vale a pena fazer uma visita e ver como o ambiente é acolhedor. Tudo muito limpo e organizado. E o mais importante: todos estão felizes! Há sorrisos por toda parte”.
A instituição: Sorrisos realmente são a marca registrada de todos por lá. Quem visita, não consegue ficar sem interagir. Apertos de mãos e palavras de boas vindas são ditas pelos alunos mais velhos, que já estão tão acostumados com o ambiente que raramente faltam às aulas.
Mas não é apenas com alfabetização que a APAE trabalha. Segundo o coordenador, todos são capacitados e inseridos no mercado de trabalho. “Muitos tem uma deficiência baixa que não compromete a vida em sociedade, mas acabam sendo usados como aviões por traficantes, se ficam à toa. Por isso há aulas especiais, como para o manejo de hortas e jardins, além de artesanato. É preciso ensinar uma ocupação”, garante.
Este ano a entidade completa 40 anos. E se orgulha de atuar na defesa e promoção dos direitos humanos das pessoas com deficiência. Nesse sentido, existe até um trabalho junto às mães de recém nascidos chamado “Grupo de Estimulação Precoce” que objetiva amparar aquela mulher que foi surpreendida por uma notícia inesperada de que o filho precisaria de cuidados ainda mais especiais. “Isso é necessário porque o preconceito, muitas vezes, começa dentro de casa, com a família. A mulher não se prepara os nove meses para receber uma criança deficiente. Ela diz: pode ser menino ou menina, mas vindo com saúde! É aí que precisamos trabalhar, porque ela chega aqui com um certo luto”, explica o coordenador Ferreira.
Diante de todos os trabalhos desenvolvidos, a equoterapia chama a atenção. O espaço, dentro dos 14 mil metros quadrados que abriga a instituição, é tratado com carinho por todos, especialmente pelo pequeno Gabriel, de quase 3 anos. Segundo Dr. Alex Ferreira, o cavalo realiza movimentos tridimensionais que auxiliam na coordenação dos alunos. 
“Quero trazer a minha família aqui. Tudo é lição de vida! E a gente, às vezes, ainda reclama de problemas. Olha só todas essas pessoas sorrindo, satisfeitas e de coração aberto”, observa Afrânio, emocionado e ainda mais disposto a ajudar.
 

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