Borjão consegue que instalação de novo CAP seja revista

A reunião realizada no Centro de Apoio Pedagógico Para a Pessoa Com Deficiência Visual (CAP), por uma iniciativa do vereador Marcelo Machado Borges – Borjão (PMDB), teve resultados positivos, com a formação de um grupo de trabalho. Várias reuniões já haviam sido realizadas, mas pela primeira vez o chefe do Executivo esteve presente.
O encontro aconteceu nesta sexta-feira (6), com a presença do prefeito Anderson Adauto, da primeira dama Ângela Mayrink, do secretário municipal de Educação, Marcos Juliano Bordon, da superintendente regional de ensino, Vânia Célia Ferreira, da diretora da Escola Professor Alceu Novaes, Regilene Aparecida Silva de Vasconcelos, entre outros.
O chefe do Executivo visitou as dependências da escola, onde funciona o CAP mantido pelo Estado, conhecendo de perto o trabalho realizado por aquela instituição. Ele atendeu a solicitação do vereador, que está preocupado com o destino do CAP, desde que foi anunciada a liberação de uma verba federal para a instalação de outro Centro de Apoio na cidade.
Vários funcionários – dos quais nove são deficientes visuais – e pais de alunos, também participaram da reunião. Vânia Célia explicou ao prefeito que a cidade não tem demanda para dois CAPs, o que só acontece em capitais, como Belo Horizonte e Rio de Janeiro. Ela sugeriu a instalação de um Centro de Atendimento aos Surdos (CAS), ao invés de um outro CAP. Vânia disse, ainda, que a secretaria jamais se manifestou em fechar o CAP, “a questão é dividir a demanda”, lembrou.
Já o secretário Marcos Bordon, disse que até o ano passado a secretaria não tinha no seu organograma administrativo uma política voltada para a área. Segundo ele, no ano passado o município aderiu ao Plano de Ações Articuladas (PAR), previsto no Plano de Metas Compromisso Todos pela Educação, que é um programa estratégico do Plano de Desenvolvimento da Educação (PDE), do Ministério da Educação. Como Uberaba é uma cidade pólo na educação, o Ministério ofereceu recursos e equipamento para trabalhar com alunos que tenham algum tipo de deficiência, além de oferecer condições para capacitar professores.
Ainda de acordo com Bordon, hoje 30 escolas da cidade têm capacidade de realizar este atendimento especializado, com 40 profissionais trabalhando. “Nós queremos melhorar a educação na cidade de Uberaba”, afirmou o secretário.
O prefeito garantiu que será muito prudente e procurou tranqüilizar a todos. Ele explicou que decidiu assegurar o benefício que, por determinação de lei, não pode ser utilizado no CAP Estadual, por isso havia decidido criar o órgão no Instituto dos Cegos do Brasil Central (ICBC), onde o Centro já funcionou há alguns anos. Decisão que será revista.
Anderson admite que, apesar de conhecer de perto o trabalho realizado pelo ICBC, não tem o conhecimento necessário no campo pedagógico. Agora, segundo ele, é necessário avaliar a situação, inclusive a inviabilidade de dois CAPs na cidade e a possibilidade de instalar o CAS. “Nós estamos prontos para poder buscar uma solução”, afirmou o prefeito, seja este ano, em 2010 ou 2011.
A dona de casa Patrícia Cristina Lemos, mãe de uma adolescente de 16 anos, deficiente visual, que recentemente esteve no plenário da Câmara fazendo sérias denúncias contra a antiga direção do ICBC, também participou da reunião. Ela afirmou ter ficado mais tranquila após ouvir as palavras do prefeito.
Já a diretora da escola Alceu Novaes, sente-se frustrada só de pensar na possibilidade do CAP fechar, apesar dos investimentos realizados pelo Estado para melhorar o atendimento, de R$ 482 mil. Segundo ela, o Centro “é um sonho de todos”.
Durante as discussões, que duraram aproximadamente duas horas, o prefeito acatou a sugestão do professor Abílio Miguel Neto, que é deficiente visual, de procurar firmar uma parceria entre o município e o Estado. Anderson disse que pretende acrescentar a União nesta sociedade. Ele convidou a superintendente regional de ensino para montar uma comissão que irá a Brasília no início do próximo mês, para discutirem o assunto. O prefeito entendeu que montar uma estrutura para depois não ter demanda, é um desperdício de dinheiro público.
No encerramento da reunião, o vereador Borjão disse ter ficado satisfeito com a parceria que poderá surgir, concordando com o prefeito, e concluiu, “o principal é se preocupar com o deficiente visual”. 

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