O vereador Marcelo Machado Borges – Borjão (DEM) continua tentando resolver a situação dos proprietários de lanches em Uberaba. A Prefeitura quer padronizar todos os lanches no município, porém muitos já fizeram construção em alvenaria,inclusive padronizando exigências da própria Prefeitura, realizadas no ano de 2008. O objetivo é evitar novos gastos desnecessários, que podem chegar a R$ 60 mil.

Recentemente o Executivo tentou aprovar Projeto de Lei encaminhado ao Legislativo, mas Borjão entendeu que a matéria estava prejudicando os lancheiros e conseguiu impedir a votação. Desde então o vereador busca um acordo com o Executivo,juntamente com a Associação dos Vendedores de Lanches, Sucos, Coquetéis e Afins (Avelca).

Um dos itens do Projeto que o vereador considerou absurdo é o que previa a realização de licitação para o seguimento, prejudicando quem trabalha há anos nestes locais. Borjão já conseguiu o comprometimento com o Executivo de que os proprietários dos lanches instalados até 2008 não terão problema pelos próximos cinco anos. Porém,a Prefeitura quer que os lanches sejam padronizados, mesmo que tenham realizado as adequações exigidas há seis anos, pagas pelos próprios lancheiros. Borjão lembrou que desde então o Executivo se comprometeu a regulamentar a situação, o que não foi feito até agora.

Na verdade, segundo o vereador, a situação se arrasta desde 2002, durante o governo Marcos Montes. Ele espera que um regulamento mais adequado seja enviado à Câmara e defende que sejam realizadas apenas adequações sanitárias, aproveitando as instalações já existentes, para que os lancheiros não tenham mais gastos.

Para Borjão, a Prefeitura está fazendo exigências absurdas, fora da realidade destes trabalhadores. O problema é se os proprietários forem atender a todas as exigências apresentadas pelo Executivo, os gastos não seriam pequenos.

O Projeto previa quatro modalidades de quiosques, sendo que as adequações variam de R$ 7 aR$ 60 mil. A Prefeitura se disponibilizou a ajudar a conseguir financiamentos com juros mais baixos para as construções, mas outro problema é que os lancheiros terão a concessão das áreas, mas não serão proprietários das mesmas.

Borjão vai ainda mais longe e defende que os proprietários dos lanches prestam um serviço de utilidade pública à cidade, pois suas presenças afastam marginais das praças e atrai a presença das famílias. "Eles tomam conta das praças e até das plantas", acrescentou o vereador.

 

Uberlândia – O assunto dos lancheiros atraiu a atenção até mesmo de representantes do seguimento em Uberlândia. Representantes da Associação Comercial e Industrial de Uberlândia (Aciub), da Secretaria de Desenvolvimento Econômico e três lancheiros estiveram esta semana no gabinete do vereador Borjão para conhecer como o assunto está sendo tratado em Uberaba e as propostas apresentadas ao Executivo.

O problema maior na cidade vizinha são os ambulantes que trabalham com carros adaptados e não conseguem alvará, também por falta de regulamentação.

 

 

Departamento de Comunicação

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