Os técnicos em radiologia do Município estiveram reunidos com o vereador Marcelo Machado Borges – Borjão e o Sindicato dos Servidores Públicos Municipais, representado pelo seu presidente Luiz Carlos dos Santos e o assessor jurídico Sérgio Cad. Foi elaborada pela categoria uma pauta de reivindicações que será apresentada pelo parlamentar através de requerimento na próxima semana.

Entre os itens reivindicados está a questão do dosímetro – que monitora a as doses de radiação e deve ser trocado mês a mês.  Em recente entrevista à Imprensa local secretário de Saúde, Fahim Sawan teria dito que o equipamento já foi instalado nas UPAs. No entanto, segundo os técnicos esse equipamento realmente foi instalado no primeiro mês, porém as planilhas não foram mais trocadas, deixando-o obsoleto e os profissionais descobertos. “Não é um equipamento de UPA como disse o secretário, mas de qualquer serviço de radiologia”, disse Borjão.

O vereador também procurou se informar sobre o pagamento das horas trabalhadas amais pelos técnicos em raio X até o ano passado.. Enquanto assinavam ponto com 20 horas trabalhadas, na realidade tinham carga de 24 horas na prática.Conforme informações da Secretaria de Saúde foram analisados e calculados cada  caso e o pagamento deverá ocorrer no mês de março. Esse processo vem se arrastando desde 2011, porém somente no ano passado o vereador conseguiu da atual administração a revisão desses casos.

No requerimento  a ser apresentado pelo vereador consta ainda a solicitação de piso salarial proporcional para a categoria. Já existe em tramitação no Congresso Nacional projeto que torna esse piso regional, no entanto, o Conselho Nacional de Técnicos em Radiologia já encaminhou ao prefeito parecer no qual informa que o piso salarial não pode ser menor que R$ 1.720,10 dada a complexidade e insalubridade das atividades que desenvolvem.

Os técnicos também reivindicam condições de trabalho que permitam o bom desempenho da atividade e o funcionamento adequado dos equipamentos, como ar condicionado.Também que ativem os raios X que estão inoperantes e realização de mutirões e outras atividades que reduzam a fila eletrônica, já que as UPAs estão sobrecarregadas. Os serviços de urgência deveriam funcionar com atendimento unicamente ambulatoriais e não na realização dos exames da fila. Por fim querem solução para a URS São Cristóvão, onde os técnicos são obrigados a inalar,todos os dias, resíduos químicos provenientes da revelação dos filmes de raio X,pois não existe um exaustor na câmara clara. A CIPA foi ao local mas não voltou mais. “Temos de buscar soluções a curto prazo para essas questões, já que se trata da saúde da população e do próprio servidor”, disse Borjão. 

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