Castração e identificação de cachorros são defendidos na CMU

Presidente da Supra esteve na Casa a convite do vereador Afrânio

A importância da castração e identificação de cachorros, bem como a liberação de verbas através de emenda orçamentária, foram discutidas na sessão ordinária desta terça-feira (20), na Câmara Municipal de Uberaba. O vereador Afrânio Cardoso de Lara Resende (PP) convidou a presidente da Sociedade Protetora dos Animais (Supra), Denise de Stefany Max, para falar sobre o assunto.
A representante da entidade reclamou que os valores destinados pelos parlamentares, através de emendas, não estão sendo liberados pelo Poder Executivo. Segundo Denise, o trabalho que realiza é muito criticado e falta apoio. “Muitos perguntam por que eu cuido de bichos e não de gente”, disse ela.
A presidente da Supra é revoltada com o Decreto 1909, que rege o Centro de Controle de Zoonoses. A Lei prevê que se os animais capturados nas ruas não forem adotados no período de três dias, poderão ser encaminhados para estudo ou exterminação, mesmo existindo uma lei federal contra a matança.
A saída, de acordo com Denise, é a esterilização em massa, além da conscientização nas escolas e a identificação destes animais. Ela esclareceu, ainda, que o chip de identificação tem um baixo custo (R$ 4 cada), e já está sendo utilizado na cidade de Divinópolis (MG).
Para a presidente da Supra, o custo da eutanásia pode sair mais caro, pois são gastos medicamentos e outros materiais. “É dinheiro jogado no lixo, por um método ineficaz”, afirmou ela. Denise argumentou, também, que uma cadela, com dois cios anuais, entre descendentes diretos e indiretos, pode gerar aproximadamente 64 mil filhotes.
E os benefícios dos animais vão além, ressaltou Denise, contando que na cidade de São Paulo fez parte de um programa voltado para crianças portadoras de câncer linfático, sendo que os cães eram utilizados para ajudar nos tratamentos. “Um animal não transmite doença, se for bem tratado”, acrescentou.
De acordo com a presidente da entidade, seu sonho é ter um ambulatório para atender gratuitamente animais de pessoas que não podem pagar, mesmo sabendo que é muito difícil, em uma realidade onde nem as crianças têm o atendimento de que precisam.
Denise lembrou também dos maus tratos sofridos pelos cavalos que, muitas vezes, transportam pesos muito além do que deveria nas carroças. A resposta que sempre houve, segundo Denise, é de que não existe nenhuma lei limitando este peso, ela então solicitou aos vereadores que coloquem uma emenda na lei, para tentar solucionar o problema.
O vereador Afrânio disse ter sido procurado por muitas pessoas, em busca de apoio para o trabalho desenvolvido por Denise. O parlamentar destacou, ainda, que os vereadores não têm o poder de obrigar o prefeito a liberar o valor das emendas, e acrescentou, “é um trabalho bonito e não deve parar”.
João Gilberto Ripposati (PSDB) afirmou que é preciso se preocupar sim com o abandono de animais e que apóia a criação de um cemitério para o enterro dos mesmos. O vereador, que também é presidente da Comissão de Meio Ambiente, pretende realizar reuniões mensais, abertas a sociedade, para discutir também a questão dos animais abandonados, entre outros assuntos.
Para o vereador Jorge Ferreira (PMN), é preciso haver equilíbrio, pois os cães também são seres vivos. Ele lembra que o setor público já gasta e defende a implantação do chip nos cães, “que tem o tamanho de um grão de arroz”. Jorge Ferreira lembrou, ainda, que os cachorros nas ruas provocam vários danos. Sobre os maus tratos aos cavalos, o parlamentar explicou que podem carregar até dez sacos de cimento, ou 500 quilos.
De acordo com Luiz Humberto Dutra (PDT), o cão não serve apenas como vigia, mas também como companheiro e amigo do Homem. Ele também defendeu mais conscientização, além da esterilização, para ter o controle sobre os animais.
Já o vereador Marcelo Machado Borges – Borjão (PMDB) é contra a eutanásia, mas lembrou que é preciso olhar também o lado humano. O representante da CMU disse que estes animais (cuidados pela Supra), precisam ser criados longe de outras residências, pois os moradores reclamam muito do mau cheiro e do barulho.
Almir Silva (PP) contou ser dono de uma cachorrinha, que faz parte da família. Ele acha a matança um absurdo, assim como os maus tratos aos cavalos. “Cada um deve fazer a sua parte, assim como a Denise faz”, concluiu.
Itamar Ribeiro de Rezende (DEM) parabenizou o trabalho realizado na Supra. Para ele, o poder público tem a obrigação de ajudar, lembrando que a presidente enfrenta tudo com coragem e dignidades muito grande. Ele finalizou dizendo esperar que o valor das emendas seja liberado pela prefeitura.
O último a falar sobre o assunto foi o vereador José Severino Rosa (PT). “É preciso cuidar da vida, e o animal solto é uma ameaça a sociedade”, afirmou.

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