A questão dos cobradores de ônibus voltou a ser debatida no Plenário da Câmara Municipal. O tema foi levantado pelo vereador Paulo César Soares – China (SD), com participação de vários outros parlamentares.

China está enviando um Requerimento ao prefeito Paulo Piau fazendo um apelo, para que ele interceda junto às empresas responsáveis pelo transporte coletivo da cidade, Líder e Piracicabana, com relação à contratação de cobradores.

De acordo com o vereador, os próprios motoristas contam que a ausência dos cobradores está prejudicando seus trabalhos. "Sem falar no desemprego criado na cidade", comentou, lembrando que muitos trabalharam a vida inteira nesta função.

Ainda de acordo com China, em todas as cidades do porte de Uberaba ou maiores, o cobrador é garantido por lei, "mas aqui não sabemos por que, aconteceu o contrário, enquanto os empresários ficam milionários, pois recebem à vista dos usuários dos ônibus", criticou. Para China, foi uma perda muito grande para a cidade e é preciso fazer jus às pessoas humildes e trabalhadoras que sonham em voltar às suas funções.

O vereador Franco Cartafina (PRB) contou que no ano passado participou bastante da questão dos cobradores, "um assunto delicado, que vem causando alguns transtornos", disse ele. Segundo Franco, na época teve a oportunidade de conversar com vários motoristas e foi informado de que aqueles que também fazem a função de cobrador recebem 30% a mais no salário.

Outro detalhe que o vereador obteve após entrar em contato com as empresas, é de que vários cobradores, na medida do possível, foram absorvidos na estrutura administrativa das mesmas. Mesmo assim, Franco disse entender o apelo do colega, pois sabe que tem algumas linhas, como a de Ponte Alta por exemplo, deveriam ter cobradores por se tratar de um trecho de rodovia.

Já China disse que tem participado de reuniões com os motoristas que, mesmo ganhando um pouco a mais, manifestaram o desejo de que os cobradores retornem, pois facilitaria muito o trabalho deles. "Alguns ficaram satisfeitos e outros não", afirmou.

O vereador João Gilberto Ripposati (PSDB) também se manifestou, lembrando ter sido o autor da emenda que garantiu os cobradores na cidade. Ele lembrou que por várias vezes os governos entraram na Casa com Projetos tentando alterar a lei, transformando a denominação como agentes de bordo, mas foram mantidos os cobradores. Ainda segundo Ripposati, ele tem registrado na Casa um pedido de uma audiência pública para debater o assunto, "mas entendo que precisamos do Congresso Nacional, pois é uma demanda que chegou a eles, assim como o Senado", acrescentou.

Ripposati também comentou que os cobradores alegam a questão da segurança, por isso lembrou que eles não apenas ajudam a receber o dinheiro, que é de 20 a 30% do total. "Entendo que a logística é de acabar com estes pagamentos em dinheiro para evitar roubos, por exemplo", disse o vereador.

A função social do cobrador também foi lembrada por Ripposati, uma vez que ele ajuda o motorista, "mas ninguém vê isso, o sindicato da categoria levantando a voz neste sentido, para defender os cobradores", acrescentou, lembrando que o Legislativo já se posicionou sobre o assunto e que os vereadores precisam também do Executivo nesta defesa.

Ainda segundo o vereador, quando foi aberta a licitação do transporte coletivo, a função de cobrador estava inserida e ao retirá-la a população não teve nenhum ganho, "pois não aumentou o número de ônibus, não reduziu o valor das passagens, enquanto mais de 200 cobradores ficaram sem seus empregos". Ripposati também lembrou a questão sobre os perigos do trânsito, que tem tirado muitas vidas e pediu o apoio dos colegas para que a discussão seja ampliada.

O presidente do Legislativo, vereador Elmar Goulart (SD), também se prontificou a assinar o Requerimento de China.  

Outro a falar sobre o assunto foi o vereador Samuel Pereira (PR). Ele comentou que desde que entrou na Casa vem batendo na tecla sobre os cobradores, pois não aceita esta situação, com várias famílias prejudicadas com o desemprego.

De acordo com Samuel, Uberaba terá um transporte coletivo de primeira qualidade, mas é preciso que todos se preparem, uma vez que futuramente não deverá mais existir a função do cobrador, uma vez que o avanço da informatização no país está melhorando a cada dia que passa e Uberaba precisa se adaptar em todos os seguimentos. Para ele, quando os terminais e subterminais do DRT ficarem prontos a situação pode se complicar ainda mais.

China argumentou que em capitais e outras cidades que têm DRT os cobradores foram mantidos, por isso entende que Uberaba não pode ser diferente. "Eu não concordo com o desemprego", assegurou.

Samuel reafirmou que também não concorda, mas entende que a tecnologia vai contribuir para que o número de funcionários seja futuramente reduzido.

Ripposati lembrou que as empresas vencedoras da licitação assumiram sabendo que existia a função de cobrador e os devidos custos com os mesmos. Para ele, os empregos deveriam ser assegurados, primeiro realizando o realocamento de antigos funcionários, com o reaproveitamento profissional dentro da própria estrutura administrativa das empresas.

"Esta é a maior demanda que precisamos fazer, para não ter um impacto com a substituição de tecnologia", finalizou o vereador.


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