CMU aprova incentivos à empresa da construção civil
Empresa que trabalha com uma tecnologia diferenciada na construção civil vai receber incentivos da Prefeitura de Uberaba, após aprovação de Projeto de Lei na Câmara Municipal. A Conlix Industrial Ltda. foi fundada na cidade em junho de 2012, atuando no mercado com a produção de biocompósitos e construções modulares, e que agora manifestou interesse em construir uma nova unidade no Distrito Industrial II. 
O município está cedendo uma área de 28.768 m² e em troca vai receber casas populares construídas, equivalentes ao valor total da área doada (R$ 574.689,80). O investimento total está estimado em R$ 8 milhões, com geração de 90 empregos diretos e 2 mil indiretos. A projeção preliminar de faturamento anual é de R$ 36 milhões.
O subsecretário de Desenvolvimento Econômico, Edson Fernandes e o proprietário de empresa, Guilherme de Medeiros, acompanharam a votação. Duas emendas aditivas foram aprovadas, uma delas de autoria dos vereadores Edcarlo dos Santos Carneiro – Kaká Se Liga (PSL) e João Gilberto Ripposati (PSDB).
A emenda determina que as casas a serem construídas pela empresa sejam erguidas nos padrões no Programa Minha Casa Minha Vida (MCMV), faixa 1, equivalentes em valor e estrutura física (número de quartos, sala, cozinha e banheiro), podendo assim atender a um número maior de pessoas. Ainda de acordo com a mudança na lei, cabe ao município indicar o local da construção. Além disso, a empresa será responsável pela qualidade técnica da construção, cabendo ao município fiscalizar o bom andamento das obras, indicar falhas, requerer ou mesmo rejeitar adequações.
A segunda emenda, de autoria do vereador Borjão, prevê que o repasse a ser feito ao município deve ser reajustado pelo índice acumulado do IGP-M (Índice Geral de Preço Médio), até a data do efetivo pagamento.
O líder do prefeito, vereador Antônio Carlos Silva Nunes – Tony Carlos (PMDB) explicou que a Conlix está trazendo do Canadá para Uberaba uma nova tecnologia de construção, conhecida como Light Steel Framing, que é a construção em alvenaria. Cada casa custa R$ 28,5 mil, sendo que primeiro constrói-se o esqueleto do imóvel e, posteriormente, as paredes são erguidas com placas.
Ainda de acordo com Tony, no Canadá utilizam serragem e pó de madeira, que se transformam em uma biomassa, em processo semelhante ao utilizado na fabricação do MDF, para móveis. O vereador ressaltou que em Uberaba poderão ser utilizados bagaço da cana e palha de arroz, e ainda fibra sintética de garrafas pet, que provocam isolamento térmico e acústico.
No próximo domingo fica pronta a primeira casa de um total de 490, dentro do acordo firmado com a Prefeitura, que serão construídas nas comunidades e bairros rurais Mariitas, Vale do Sol, Mata da Vida, Almeida Campos, Santa Fé e Serrinha. Futuramente estão previstas mais de 1 mil unidades.
Para Tony, é um marco da construção civil, e logo a tecnologia estará sendo levada para outras cidades e estados do país. 
O vereador Edmilson de Paula (PRTB) apresentou dúvidas sobre a qualidade e a duração do material utilizado. Já Franco Cartafina (PRB) disse que a pasta (Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico) tem cumprido seu papel, trazendo para a cidade empresas que geram empregos e desenvolvimento.
De acordo com o vereador João Gilberto Ripposati (PSDB) é preciso repensar dos Distritos Industriais de Uberaba, com foco nas estações de tratamento de esgoto, lembrando que nos locais não existe a coleta adequada dos resíduos, apenas fossas sépticas. Ripposati também questionou a adequação ao MCMV, e afirmou entender que é preciso saber se a qualidade é melhor, ou não, e o custo também. Para ele, é preciso pensar nestas comunidades como agrovilas. Ripposati também perguntou sobre uma possível futura ampliação do imóvel, como o futuro morador deverá agir.
O empresário Guilherme de Medeiros explicou que já testou em Montreal a utilização do bagaço de cana, inclusive com a fabricação de uma placa como teste. Ele afirmou que continuará desenvolvendo a técnica no Brasil e vai depender também da aprovação do governo federal, para que seja utilizado nas casas dentro do PMCMV.
Medeiros também respondeu aos questionamentos dos vereadores, ressaltando a qualidade do produto utilizado nas construções, que resistem a terremotos de 9 graus na escala Richter e ventos de até 200 km/hora. Sobre o preço das casas, ele disse que vai ficar equivalente ao da casa tradicional, e quanto a uma possível ampliação, o material utilizado será disponibilizado para a pessoa comprar, caso se interesse. 
Pelo protocolo de intenções assinado, a empresa deverá contratar mão de obra e serviços locais. Em contrapartida, além de doar o terreno, o município vai dar isenção de IPTU por 10 anos e de ISSQN sobre as obras de instalação da unidade.

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