Moção de Repúdio, encaminhada ao prefeito de Belo Horizonte Alexandre Kalil, foi apresentada em Plenário pela vereadora Denise da Supra (PR) essa semana.

No documento, a ela diz repudiar o apoio demonstrado pelo prefeito às obras de arte do Festival CURTAS/BH, especialmente à exposição das obras do artista plástico Pedro Moraleira, intitulada "Faça Você Mesmo sua Capela Sistina", que estão expostas no Palácio das Artes.

Segundo Denise, muitas pessoas que visitaram o Festival CURTAS/BH não concordam com o acervo apresentado. “Os visitantes viram cenas explícitas de zoofilia, orgias, profanação da fé cristã e outras aberrações pornográficas. É inadmissível esse tipo de arte ser apoiado por um representante do povo. Foram divulgadas na mídia matérias nas quais o prefeito aparece afirmando que as obras não têm nada demais, e mesmo que se tivesse não teria problema algum, pois se trata de uma galeria de arte e arte você pode gostar ou não”, comentou a representante do Legislativo sobre a fala de Kalil.

Para Denise o dinheiro público deve ser investido em projetos culturais que ajudam a transformar a sociedade. “Vários programas educacionais sérios, onde a arte é a mola mestra, não recebem o apoio necessário do governo. Continuo defendendo outro tipo de arte, e não esta imposta em locais públicos atualmente.”

A vereadora ressalta que não houve impedimento pela direção do Palácio das Artes da visita de estudantes ao local. “Será que as crianças que conferiram a exposição entenderam os propósitos dos artistas? Os professores orientaram seus alunos sobre o tema? Acredito que para quem não tem maturidade, é difícil compreender a exposição “Faça Você Mesmo sua Capela Sistina”.

Denise conta que, mesmo após a polêmica gerada em torno da exposição, Alexandre Kalil salientou ainda que nenhum homem do século XXI se choca com o que viu no Palácio das Artes. “No entanto, eu afirmo que cenas de sexo explícito, de zoofilia, de orgias, de profanação da fé cristã e de pedofilia ainda chocam muitas pessoas, principalmente aquelas que defendem e protegem as crianças, os animais e a integridade familiar. Estão confundindo arte com imoralidade,”, encerrou.

 

Jorn. Karla Ramos     

Dep. Comunicação da CMU – 01/11/2017

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