China quer permissão para comércio informal para evitar o desemprego e Dutra quer segundo camelódromo para abrigar ambulantes de forma organizada e sem concorrência desleal

A decisão do Departamento de Posturas de “endurecer a fiscalização” e fazer cumprir a legislação que trata do comércio ambulante no Centro da Cidade gerou reação no Plenário da Câmara Municipal nesta terça-feira, 20. Indignado com a iniciativa, o vereador Paulo César Soares, o ‘China’ (SD), manifestou o seu protesto ao que, segundo ele, vai desempregar, pelo menos, 60 famílias que atuam na venda de produtos de forma informal no calçadão da Rua Artur Machado.

Na semana passada, a Prefeitura anunciou que estaria promovendo fiscalização diária nas ruas centrais, no sentido de combater o comércio ambulante ilegal. A decisão partiu de reivindicação dos lojistas que alegam enfrentar uma concorrência desleal, pois os vendedores informais têm condições de oferecer produtos mais baratos, pois não são atingidos pela carga tributária. Além disto, os comerciantes estabelecidos no calçadão alegam que a presença dos ambulantes prejudica a circulação de pedestres pelo local.

Na opinião de China, é uma iniciativa que promove injustiça com pessoas que estão lutando para ter o “pão de cada dia”. Ele cita que o “prefeito Paulo Piau, durante a campanha, em todos os cantos da cidade, disse que faria um governo voltado para o menos favorecido, para o trabalhador. É inaceitável, agora, em única ação, deixar 60 famílias desempregadas”, afirmou. China comentou ainda que na cidade de Montes Claros, o prefeito liberou o comércio ambulante na cidade como forma de gerar emprego e reduzir a criminalidade na cidade.

“São por essas e outras que Uberaba tem fama de cidade de burgueses, onde os coronéis é que mandam. Mas eu estou apenas cumprindo o meu propósito e estou aqui para defender os menos favorecidos e tentar evitar que 60 famílias fiquem sem condições de sobrevivência. Por isto peço, humildemente ao Prefeito, que reveja esta decisão e deixe o comércio ambulante trabalhar tranquilamente nas ruas centrais”, suplicou.

O presidente da Câmara Municipal, vereador Luiz Humberto Dutra (PMDB), compreendeu o problema levado ao Plenário pelo colega, mas ressaltou a necessidade de se criar na cidade um segundo Centro Popular de Compras para abrigar estas pessoas. Na opinião de Dutra, como estava realmente não pode continuar, pois “é uma verdadeira bagunça”. China, por sua vez, não concorda e quer a liberação do comércio ambulante para todos.

 

Jorn. Márcio Gennari

Departamento de Comunicação

(20/11/15)

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