A entrega de casas pela Cohagra sem a infraestrutura mínima necessária foi duramente criticada pelo vereador Franco Cartafina (PHS) durante a sessão desta terça-feira (10). Segundo ele, já ouvir reclamações de pelo menos dez pessoas, que conseguiram casas nos bairros Ilha de Marajó e Residencial Jardim Marajó I e II. “Eles passaram do sonho ao pesadelo”, afirmou o vereador.

O problema, de acordo com Franco, é que tem famílias vivendo sem água e sem energia. Ele questionou como algum empreendimento pode entregar casas sem a mínima estrutura necessária e lembrou que estas pessoas precisam dos imóveis, pois estavam morando de aluguel ou mesmo de favor.

O parlamentar ainda informou que o Codau alegou que ainda precisa realizar alguns testes de água e esgoto e que a Cohagra estava ciente disso. “Mães com crianças estão desesperadas, pois não têm água nas casas”, afirmou o vereador, defendendo que todos os vereadores cobrem um posicionamento da empresa.

Para o vereador Samir Cecílio (PSDB), que já foi presidente da Cohagra, tudo isso é resultado de incompetência e irresponsabilidade, pois entende que as casas foram entregues para fazer política barata. Segundo ele, a falta de estrutura passa a ser problema das famílias

“Não precisava disso, no conjunto Anatê aconteceu a mesma coisa, pois as casas foram entregues sem ligação de água. São dois pesos e duas medidas, tem empreendimentos que fazem inúmeros testes, enquanto outros entregam os imóveis sem a estrutura necessária”, acrescentou Samir, destacando que são mais de mil famílias passando por dificuldades.

O presidente Luiz Dutra (PMDB), que também já foi presidente da Cohagra, disse saber o quanto é difícil fazer uma programação e entregar casas, pois envolve muitos interesses. “Muitas vezes o mutuário não está bem preparado para morar em um bairro que está iniciando e onde vai faltar tudo, como transporte coletivo, escola, creche. É preciso bom senso e cautela por parte de todos, inclusive do poder público, para aos poucos ir se ajustando”, acrescentou o presidente.

Para Dutra, é um sonho que se transforma aos poucos e não de uma vez. Ele ainda defendeu a entrega das casas, mesmo que de forma incompleta, pois entende que é uma forma de forçar o poder público a concluir a estrutura o mais rápido possível. “O importante é que as famílias estejam bem alojadas”, finalizou o presidente.

 

 

Jorn. Hedi Lamar Marques
Departamento de Comunicação CMU
10/05/2016

 

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