Grevistas da Polícia Federal e UFTM usam Tribuna
Na primeira reunião da semana, a tribuna foi usada por duas classes em greve nacionalmente. Alunos e funcionários da UFTM e Policiais Federais buscaram apoio junto aos vereadores que reconheceram os anseios de todos.  O professor Bruno Cursino, do curso de Letras, enfatizou que são cerca de mais de 50 universidades paralisadas pelo Brasil, onde funcionários, técnicos e alunos reclamam de péssimas condições de trabalho, espaços inapropriados, ausência de laboratórios entre outros problemas. “Vale lembrar que o Governo criou a possibilidade de mais alunos ingressarem no Ensino Público Superior, ou seja, aumentaram-se as vagas, mas não garantiu condições para esse crescimento. Essa greve nos dói, são 113 dias e o semestre ficou prejudicado”, disse.
Segundo ele, dentre outros motivos, a falta de reestruturação da carreira levou o professor à adesão a greve. “A grande imprensa nacional mentiu para a população brasileira sobre um aumento de 30 a 40%. Isso é mentira! Tenho doutorado e ganho 2,9 mil reais. Pedimos o apoio dos senhores que tem ligações com deputados dessa cidade. Por favor, mobilizem os nossos deputados federais para que lutem por nós. Não permitiremos que façam com as Universidades Federais o que fizeram com a educação pública”. 
Em apoio ao movimento grevista do corpo docente e técnico, o aluno Fabrício Araújo, do curso de Serviço Social fez questão de declarar que os alunos “não estão na contramão do movimento. Estamos juntos”. Se hoje estamos prejudicados pela falta de aula, ontem também estávamos pela falta de docentes, pelo espaço físico, pela falta de assistência e por tantas outras coisas. É um movimento de todos nós, da classe acadêmica e também da população”, disse, também citando os problemas referentes ao transporte público para o Campus II da Univerdecidade.  
Logo após, o agente da polícia federal Antônio Junior comentou sobre a greve. Reestruturação da carreira e melhoria salarial também são as principais reivindicações da categoria. “Agentes, escrivães e papiloscopistas estão em greve. Apesar de a classe ter conseguido o reconhecimento de ser uma carreira de nível superior, não ganham como tal. Nos concursos, há uma prioridade para a carreira de delegado e não há reposição para os cargos citados”, diz, esclarecendo que alguns serviços que a PF oferece continuam durante a greve, como a emissão de Passaporte para aqueles que necessitam de forma urgente e comprovada. 
O agente ainda citou que em Uberaba, os agentes mantém um bom relacionamento com a chefia local que reconhece a necessidade de aumento do efetivo. “Somos 15 policiais. Nem sei quantos seriam necessários para atender os 28 municípios que dependem do nosso trabalho”.  
Para o presidente Luiz Dutra (PDT), o movimento é legítimo e válido. “Queremos uma boa remuneração para todos os profissionais e sei que todos aqui vão abraçar essa causa. Vamos sensibilizar nossos deputados para mais ações. Essa é a casa do povo e de forma democrática, todos podem expor suas ideias. Como Presidente da Casa, dou o meu apoio para as duas classes e reconheço a má remuneração. Parabéns pelo trabalho que desenvolvem em Uberaba, mesmo sem o salário que merecem receber”. 

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