Dois investigadores do Grucam da Polícia Civil revelaram ontem à vereadora Denise Max que já têm suspeitos e que as investigações continuam

 

Polícia Civil já tem ientificado o principal suspeito de ter realizado a matança de cães e gatos no início do mês na cidade de Água Comprida. Foi o que informou ontem à presidente da Sociedade Uberabense de Proteção Animal (Supra), vereadora Denise Max (PR), os investigadores do Grupo de Repressão Unificado de Combate ao abuso e Maus-tratos aos Animais (Grucam) da Polícia Civil de Minas Gerais, que estão na cidade para reforçar a apuração no inquérito comandado pelo delegado da Aisp rural, Diego Loti. Nos dias 1º e 2 de agosto, a população de Água Comprida foi surpreedida com a morte de cerca de 70 animais entre cães e gatos, com a suspeita de envenenamento.

De acordo com os investigadores do grupo especializado, Leonardo Gomes e Rogério Marinho, o laudo sobre o veneno colocado nos pedaços de carne que foram distribuídos pela cidade não está concluído, mas sabe-se que se trata de produto agrícola, utilizado em lavouras de cana-de-açúcar. Quanto à autoria, eles revelam que já há uma pessoa identificada como principal suspeita, mas ainda falta concluir algumas investigações para dar andamento ao inquérito. Os policiais civis também disseram que ainda não é possível saber se o suspeito teria agido por conta própria ou a mando de alguém.

Os dois Policiais elogiaram a ação da Polícia Civil de Uberaba que agiu rápido e de forma correta, proporcionando todas as condições para que as apurações sejam bem sucedidas.

A vereadora Denise Max está acompanhando o caso desde que ele foi noticiado e acredita que tudo será apurado e haverá punição do culpado, ou culpados. Ela ressalta que esse tipo de ação não é dígna de ser humano e diz que a Supra vai continuar atenta, cobrando a devida apuração.

 

Vereadora cobra criação de Delegacia e Promotoria especializadas em Crimes Contra a Fauna

 

Dentro do propósito que defende na causa de proteção aos animais, a vereadora Denise Max solicita, desde 2013, ao governador Fernando Pimentel, a criação em Uberaba de uma Delegacia Especializada em Crimes contra a Fauna – animais silvestres e domésticos. A parlamentar entende que os animais são tutelados pelo Estado e, portanto, têm seus direitos garantidos pela Constituição Federal. “Os Crimes de maus tratos são comuns em Uberaba e regão e demandam diligências policiais específicas, que nem sempre são possíveis, visto que não há contigente e/ou viatura disponível”, argumenta.

Da mesma forma, a vereadora já solicitou a criação da Promotoria Especializada em Crimes Contra a Fauna no Ministério Público.

Em ambos os casos, a vereadora recebeu respostas negando a criação das divisões sob o argumento de que o assunto deve ser tratado nas unidades de crimes contra o meio ambiente. O argumento não satisfaz Denise Max, que entende ser a questão ambiental muito importante e imprescindível, mas diferente da proteção animal, que também precisa de setores epecializados para lidar com as ocorrências registradas. Esta semana, ele reiterou a cobrança por meio de novos requerimentos lidos em Plenário.  

 

Dep. de Comunicação

Márcio Gennari     

09/08/2017

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