Instituição está sem receber recursos do convênio da Prefeitura e em dezembro terá o fim da cessão de área onde funciona na Univerdecidade 

 

Sem recursos financeiros para se manter e na iminência de ficar sem área para a sua sede, a Associação Mineira de Equoterapia poderá fechar e deixar de atender. Essa realidade foi revelada no Plenário da Câmara Municipal de Uberaba aos vereadores, pelo presidente da entidade, Júlio César Franco, que ocupou a Tribuna Livre nesta terça-feira, dia 16, e ressaltou a impossibilidade de ser fazer parcerias diante do fim, em dezembro, da permissão de uso de área na Univerdecidade. Além disso, Júlio cita que, este ano, a AME não recebeu nenhuma parcela do convênio da Prefeitura  

A Associação já está em funcionamento em Uberaba há cerca de 20 anos e tornou-se referência no tratamento de qualquer tipo de necessidade especial. Júlio revelou que entre 1,5 mil a 2 mil pessoas já foram atendidas pela entidade, que atualmente está tratando de 70 crianças, mas outras 150 estão na fila de espera. Somente com os seis funcionários, a instituição tem uma despesa mensal de R$9 mil, fora os encargos sociais.

Júlio foi claro ao pedir aos vereadores para que não deixem que a AME seja fechada, diante da sua importância para a sociedade. Ele lamentou que não consegue audiência com o prefeito Paulo Piau, solicitada desde o início do ano e que não obteve resposta também junto à Secretaria de Desenvolvimento Social. O presidente diz que a entidade, “diante da falta de política pública efetiva, ajuda pessoas com necessidades especiais de toda ordem, incluindo casos de paralisia cerebral, síndrome de down, esclerose múltipla, entre outros, independente da condição financeira da pessoa”.

A maior preocupação externada por Júlio Franco é o fim do convênio de cessão de uso da área, previsto para dezembro deste ano. Ele ressalta que a situação impede o estabelecimento de parcerias, pois aqueles que poderiam contribuir com algum recurso, diante da contrapartida de divulgação de marcas, não o fazem, pois em dezembro a entidade pode estar fechada. “Seria importante que o município renovasse a concessão da área pelo período de 10 a 15 anos para nos segurança”, sugere Júlio.

Ao externar a situação e emocionado, Júlio pediu o empenho dos legisladores. O vereador Ismar Marão (PSD) se comprometeu a verificar a situação junto ao município e se empenhar no sentido de evitar o fechamento  da entidade. Posicionamento de Marão foi compartilhado pelos demais vereadores.

 

Dep. de Comunicação

Márcio Gennari

 

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