Atendendo a requerimento expedido pela Câmara Municipal, os gestores da Associação Beneficente de Assistência Social e Hospitalar de Uberaba – Pró-Saúde, Ricardo Salvador (assessor jurídico), Marcelo Bittencourt (diretor regional) e Gerson Macagnan (diretor administrativo), participaram da reunião ordinária de quinta-feira (13) para apresentar os resultados da gestão das UPAs São Benedito e Mirante, referente ao primeiro semestre de 2015.  

O diretor administrativo expôs que no início do ano o Município firmou com a Pró-Saúde contrato para administrar as duas UPAs e o outro para o Hospital Regional. Das UPAs, o valor do contrato é de pouco mais de R$2.7 milhões, para o prazo de 60 meses.

Disse que o objetivo principal da Pró-Saúde é gerenciar, operacionalizar e executar as ações as ações das unidades em parceria com a Secretaria Municipal de Saúde. Acrescentou que o atendimento é focado em urgência e emergência e os serviços oferecidos são distintos para cada unidade. Ressaltou que, de acordo com a legislação, no processo de contratação não estão incluídos as internações de pacientes acima de 24 horas e os exames de serviços auxiliares de diagnósticos e tratamento, como raios-x, eletrocardiograma e análises clínicas.

Números. Gerson informou que o processo de recrutamento e seleção dos funcionários foi baseado em diretrizes técnicas. Conforme ele, mais de 1.200 pessoas concorreram às 340 vagas. “Foram aplicadas provas técnicas, entrevistas, testes psicológicos de acordo com as funções propostas”, disse.

Quanto à estrutura física das UPAs, a do São Benedito tem cinco consultórios médicos, duas salas de triagens e 35 leitos de observações, enquanto que a do Mirante possui sete consultórios, duas  salas de triagens e 27 leitos. Cada uma possui cinco leitos de tratamento semi-intensivo.

A média de atendimentos por dia  – dia – é da ordem de 350 atendimentos e em dias atípicos pode chegar até a 500. Na unidade do Mirante, no primeiro semestre, foram realizados 11.543 atendimentos e na São Benedito 9.718 atendimentos efetivos. “Em ambas as UPAs, cumprimos a meta prevista no contrato”, esclareceu.

Durante suas argumentações, o diretor administrativo considerou que mudar uma estrutura, vinda de outras gestões e de unidades caracterizadas “porta aberta”, precisa ser gradativa; precisa ter tempo de absorção. “Mudar uma cultura, uma metodologia em seis meses… tem que ter uma evolução mensal gradativa e os números tem apontado satisfação. Nos últimos dois meses o índice de satisfação atingiu 92%”, assegurou.

Programas. O diretor chamou a atenção apara a implantação do serviço de atendimento ao usuário, onde ele é estimulado a dar depoimentos acerca do serviço. Outro sistema implantado m, afirmou Gerson, foi a repadronização dos medicamentos, de acordo com a lista do Ministério da Saúde que relaciona os possíveis de serem utilizados em Unidades de Pronto Atendimento. “Nós não tratamos as patologias crônicas. Resolvemos os problemas agonizados naquele momento”, explicou o gestor. Finalizando suas explanações,  citou a implantação do serviço de engenharia clínica nas duas UPAs. “Esse serviço é primordial para que não se tenha equipamentos parados”. Citou ainda que dentro desse projeto, há treinamentos continuados aos profissionais. “Percebemos que grande parte dos equipamentos quando quebram é por uso inadequado e falta de treinamento”, enfatizou. Por fim, visando à segurança dos usuários e para conferir reclamações, foram instaladas câmeras nas unidades do Mirante e do São Benedito.

Após a apresentação do relatório da Pró-Saúde, considerando que a pauta da reunião estava extensa, o presidente Luiz Dutra (SD) pediu que fosse encaminhado, por escrito, o relatório sobre com as informações apresentadas pela Pró-Saúde, que será encaminhado aos vereadores para estudo e análise. Acrescentou que será marcada outra reunião com a presença dos gestores da Pró-Saúde, onde os vereadores poderão fazer seus questionamentos.

Quanto a uma segunda visita da Pró-Saúde, o vereador Marcelo Machado Borges – “Borjão” (DEM) argumentou que, enquanto a Comissão Especial de Inquérito estiver atuando,  não seria viável. “O requerimento foi feito antes da implantação da CEI”, justificou. Samir Cecílio (PSDB) também concordou com o posicionamento de Borjão e para ele esta segunda visita pode tumultuar o trabalho da comissão. Já o presidente Dutra, ressaltou que nada obsta que empresa apresente o seu relatório de trabalho e, que a presidência da Casa está atendendo um requerimento assinado pelos vereadores Cléber Humberto de Souza Ramos – “Cléber Cabeludo” (PROS), Samir Cecílio (PSDB), Afrânio Cardoso de Lara Resende (PROS), João Gilberto Ripposati (PSDB) e Paulo César Soares – “China” (SD). “A presidência não pode ser omissa e no momento oportuno o assunto será retornado ao Plenário da Câmara”, concluiu Dutra.

 

Jorn. Cássia Queiroz

Departamento de Comunicação da CMU

13/08/2015

 

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