Projeto de reajuste gera discussão na CMU

Mesmo contrariados em votar o aumento de 5.76% no salário dos secretários municipais e prefeito, os vereadores aprovaram o Projeto de Lei 040/10, que também concedia o reajuste de 10% aos servidores municipais do Poder Executivo e 3.98% para cargos com prêmio de incentivos. Devido ao fato dos dois reajustes estarem atrelados no mesmo projeto e, segundo o Líder do Prefeito, vereador Cléber Cabeludo, o Executivo não aceitar modificar a matéria, os vereadores, para não prejudicar os servidores, optam por aprovar o projeto. No entanto, antes de votarem, o tema rendeu várias discussões. O vereador Almir Silva, Samuel Pereira e José Severino Rosa, afirmaram a necessidade de valorizar os servidores, lembrando inclusive que o reajuste deveria ser maior. Severino lembrou que secretários também eram servidores e exerciam seu trabalho com competência. Por outro lado, Almir afirmou que não se preocupava com os salários de secretários, de vereadores e nem do prefeito, visto que sua preocupação era com os servidores. Já o vereador João Gilberto Ripposati, aproveitou para reivindicar do secretário o Plano de Carreira do Servidor. Ripposati foi taxativo ao solicitar que o plano de implantado com vista a valorizar corretamente os servidores.
Já o vereador Luiz Humberto Dutra destacou que, no seu entendimento, o reajuste aos agentes políticos deveria ser discutido em outra oportunidade e pediu o desmembramento do projeto, no que foi recusado pelo líder. O vereador Jorge Ferreira afirmou que não queria saber de reajuste de vereador e que apoiava o aumento para o Executivo, pensando nos servidores. Indignado, o vereador Antônio dos Reis Gonçalves Lerin, afirmou que se sentia obrigado a votar no projeto, devido aos servidores, mas que era, terminantemente contra o reajuste para o prefeito e secretários, conforme previa o projeto. Lerin lembrou que 10% de reajuste para os servidores perfazia pouco mais de R$ 40,00, enquanto os 5.76% para os agentes políticos do Executivo, perfaziam de mais de R$ 400,00, chegando a quase R$ 1.000,00 para o prefeito. Sobre a possibilidade de reajuste para vereadores, Lerin afirmou que também que era contra, lembrando que os servidores do Legislativo tiveram seus salários reduzidos e o ticket cortado, devido aos problemas financeiros que a Câmara enfrenta.
O presidente Lourival dos Santos taxou de imoral um reajuste para os vereadores. Ele lembrou também “que não existe legalidade, mas que, se existisse, ele entenderia que seria uma imoralidade, mediante as dificuldades da Casa e perante os servidores do Legislativo”. O projeto foi aprovado com 11 votos sim, e um contrário de Dutra.

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