O vereador João Gilberto Ripposati (PSDB) está pedindo medidas urgentes para a situação dos ecopontos da cidade que, segundo ele, se transformaram em depósitos de lixo sem nenhum controle. Ripposati abordou o assunto no Plenário da Câmara Municipal, inclusive citando como exemplo a situação do bairro Beija Flor, onde recentemente os moradores fizeram uma manifestação contra o ecoponto, pedindo que o mesmo seja retirado do local, onde o lixo está sendo jogado nas proximidades de um Centro Municipal de Educação Infantil (Cemei).

Mas, conforme lembrou o vereador, o problema não é exclusivo daquele bairro, e sim de vários pontos da cidade. Para Ripposati, a situação é de calamidade pública. Ele disse que já fez vários requerimentos relacionados ao assunto e no último que encaminhou ao Executivo aproveitou para pedir ao prefeito Paulo Piau que determine a Secretaria Municipal do Meio Ambiente que defina a nova política pública sobre resíduos sólidos no município.

O parlamentar lembrou, ainda, que na época em que surgiram os ecopontos, era para descartar pequenas quantidades de entulho, sendo que isto aconteceu por intercessão do Ministério Público. "Quando o prefeito Anderson Adauto implantou os ecopontos, isto aconteceu sem que a população fosse orientada para o quê eles serviam", afirmou. Ele explicou que alguns não aceitam móveis e eletrodomésticos, por exemplo. Outro problema são os animais mortos, que provocam um mau cheiro insuportável e até material eletrônico descartado de forma irregular.

Outra solicitação do vereador é a revisão do contrato celebrado com a empresa responsável, e quais seriam suas atribuições. "Os ecopontos organizados contam com vigias, enquanto os demais recebem entulho e lixo sem nenhum controle", acrescentou.

Ripposati comentou, ainda, sobre o esgoto que está sendo lançado a céu aberto nas imediações da avenida Enéas Guerra Terra, na região dos bairros Serra Dourada, Jardim Uberaba e Serra do Sol. "Tenho trabalhado no assunto há mais de um ano e até agora nada foi resolvido. Eu não entendo como a Secretaria de Infraestrutura permitiu isso e não conversou com a Secretaria de Meio Ambiente", questionou.

O representante do Legislativo lembrou que existe a lei de resíduos sólidos, além de uma lei nacional e outra estadual, sendo que está pedindo a criação de uma lei municipal específica. Ripposati também destacou que nos dias 2 e 3 de dezembro será realizada uma Conferência de Resíduos Sólidos e que pretende aproveitar o evento para discutir o assunto.

"Eu entendo que o município perdeu o controle e a população está no limite", disse o vereador, que tem desenvolvido várias ações em conjunto com os vereadores Marcelo Machado Borges – Borjão (DEM) e Ismar Vicente dos Santos – Marão (PSB).

"Voltou o hábito de jogar lixo nestes locais, a Prefeitura limpa, mas não consegue manter. Não podemos permitir que o município continue dando este exemplo ruim, que gera conflito e é uma agressão ao meio ambiente, a saúde e ao bem estar das pessoas. A solução tem que vir e rápido", finalizou Ripposati.

 

 

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