O primeiro secretário da Mesa Diretora, vereador João Gilberto Ripposati (PSDB), está requerendo ao município relatório de impacto ambiental das obras de drenagem do projeto Água Viva, no bairro Bom Retiro.

A iniciativa visa à busca de solução para adepredação ambiental (voçoroca) do Córrego, Área de Preservação Permanente (APP), que teve parte ocupada em desrespeito ao limite mínimo de 30 metros previsto em lei federal. Ripposati visitou a área acionado pelo morador da rua Lambari, Luís Cleber Rosa, cuja casa apresenta rachaduras e parte do muro foi levada na última chuva. A Defesa Civil, inclusive, interditou o local esta semana.

Na Área de Preservação Permanente existem duas canalizações, uma do próprio córrego e outra resultante das obras de drenagem de água pluvial. Desse último canal, segundo o morador, a água chega a ultrapassar 1,80 metro de altura em dia de chuva. Luís Cleber pretende acionar o Ministério Público para pedir soluções.

O vereador observa que as obras de drenagem não têm dissipador para controlar a velocidade das águas pluviais, e defende uma intervenção na APP para conter provisoriamente a voçoroca (fenômeno geológico que consiste na formação de grandes buracos causados pela água da chuva) até a conclusão dos estudos para garantir proteção aos moradores e ao meio ambiente. Outro aspecto apontado por Ripposati é a falta de um projeto de proteção do córrego (urbanização). O vereador conversou com o presidente do Codau, Luiz Neto, que admitiu a complexidade do problema e a necessidade de solução urgente.

Ripposati disse que vai aguardar o relatório de impacto ambiental que dará a dimensão do problema, bem como a manifestação do Ministério Público. O parlamentar, no entanto, alertou o morador quanto aos perigos de se manter no imóvel, frente à ameaça iminente de um desabamento.

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