Ripposati critica situação da Saúde e cobra mais fiscalização no município
O vereador João Gilberto Ripposati (PSDB) fez duras críticas e cobrou mais fiscalização na área da saúde em Uberaba. Durante a leitura de Requerimentos, ele começou falando da situação de uma unidade de saúde situada nas proximidades do cemitério. De acordo com Ripposati, está faltando materiais de limpeza, o que estaria comprometendo a higiene do local.
Sobre as Unidades de Pronto-Atendimento (UPAs), o vereador disse que está assustado, pois teve conhecimento de situação onde um médico falou que o paciente estava bem e poderia ir para casa, enquanto outro já disse que não, que precisa ficar e ser encaminhado para internação.
"O que está acontecendo? Estamos perdendo a referência", afirmou o tucano, que é suplente na Comissão de Saúde e Saneamento da CMU. Segundo ele, uma UPA, com esta qualidade e especialidade que tem que ter, é de assustar que ocorram situações como esta. 
"Não podemos dizer que agora queremos uma Oscip (Organização de Sociedade Civil de Interesse Público), porque o sistema está deste jeito", acrescentou Ripposati, lembrando ainda que a pasta da Saúde conta com um administrador competente, Fahim Sawan, que assumiu como secretário municipal de Saúde pela segunda vez.
"Estas coisas não podem acontecer", disse o vereador, lamentando que fatos como o que narrou aconteçam na cidade. Ele explicou que resolveu compartilhar o ocorrido com a população, que sempre faz cobranças aos vereadores. 
O parlamentar ainda lembrou que participou de uma Comissão de Investigação, que resultou em 2.500 páginas, finalizadas em junho de 2012, enquanto o relatório foi sintetizado em mais de 50 páginas. "Quando o prefeito Paulo Piau tomou posse, levamos ao conhecimento dele e do secretário de Saúde, para que pudessem interagir com as informações e que esta administração não cometesse os mesmos erros das administrações anteriores", afirmou.
De acordo com o vereador, é preciso ter responsabilidade política. Ele cobrou que os funcionários devem cumprir os horários de trabalho, inclusive o diretor, e não ter que ser procurado em outro local, como o consultório particular. "É obrigação do servidor público, que é pago e tem que estar ali", acrescentou.
Para o representante da Câmara, é preciso continuar permanentemente e ampliando o poder de fiscalização, sendo que o Conselho Municipal de Saúde também deve estar sempre atento. "Por isso eu me preocupo com o Sistema de Organização Social, que não quer o Conselho para fiscalizar". 
"Nós fizemos a proposta, e se não tiver um sistema de controle social forte, como isto pode vingar e prosperar em resultado positivo?", questionou. Ele também se lembrou dos agentes comunitários que recentemente estiveram na Câmara com uniformes surrados, o que chamou de "uma falta de respeito com os servidores".
O vereador Afrânio Cardoso de Lara Resende (PROS) afirmou que o problema da Saúde acontece em todo o país, "mas em Uberaba está pior". Mesmo assim ele disse que não culpa o secretário Fahim Sawan.
Afrânio citou como exemplo uma pessoa em Belo Horizonte que descobriu pedras da vesícula, foi a um posto de saúde, a médica atendeu e passou o pedido de ultrassom, sendo que na mesma semana realizou a cirurgia.
Para o vereador, Uberaba precisa melhorar, pois "ter que cobrar a falta de materiais de higiene é um absurdo". Ele acredita que tanto a Câmara como o próprio Ministério Público têm que fiscalizar. "É preciso mostrar que estamos atentos, pois senão a população vai sofrer ainda mais", finalizou, lembrando que a maioria das pessoas não tem plano de saúde e depende do atendimento público (SUS). 
Ainda sobre o tema, Ripposati destacou que é um defensor da ampliação das unidades de saúde nos bairros, para desafogar as UPAs, mas ao mesmo tempo entende que é preciso, também, ter vigilantes nos locais. Segundo ele, o retorno das assistentes sociais já foi uma conquista recente. 
"É preciso rever a política de salários e se está funcionando. Além disso, tem que ter um médico de referência e se detectar que é um caso de prioridade tomar as providências necessárias", alertou. 
Já o vereador Edcarlo dos Santos Carneiro – Kaká Se Liga (PSL) chamou a atenção para outro problema. Ele disse que é preciso fazer um alerta aos pais, pois muitos jovens, ao prestarem vestibular, são "empurrados" para a Medicina, principalmente pela questão financeira e não escolhem a profissão por amor ou por gostar.
"Acaba desaguando neste problema, pois para trabalhar na Saúde é preciso ter sensibilidade, amar e gostar de pegar gente, e não vemos isto muitas vezes, tratam como animais", afirmou. Ainda segundo Kaká, os pais têm que orientar, "é preciso uma reeducação em nosso país, quem for prestar vestibular não force por uma questão financeira, e sim pela questão do amor e da aptidão", concluiu.  
A vereadora Denise Max (PR) também falou sobre o assunto. "Nós que mexemos com animais temos uma sensibilidade tanto por eles quanto pelas pessoas e quando entramos em um lugar e vimos um senhor de idade, todo sujo, em uma situação precária, com sangue no chão e enfermeiros conversando, eu vi o meu pai naquela situação", disse a vereadora, que afirmou ter ficado muito triste. De acordo com ela, "é preciso ter mais fiscalização sim, pois a população quer médico e atendimento".
 

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