Ripposati defende aplicação de leis voltadas para a saúde
O vereador é autor de ambas as leis, sendo uma voltada para o consumo da soja na alimentação e a outra para a utilização de fitoterápicos
Ao visitar o estande da Epamig e o da Fazu na Expozebu, vereador João Gilberto Ripposati (PSDB) comentou sobre duas leis de sua autoria, no âmbito da saúde e qualidade de vida, aprovadas em 2002.   No espaço da Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais, que expõe sobre os benefícios da soja na alimentação humana, o tucano comentou sobre a lei que institui a política de incentivo à utilização do grão na mesa dos uberabenses. Já no estande da Faculdades Associadas de Uberaba, que mostra os benefícios dos fitoterápicos como alternativa para tratamento de doenças (homens e animais), o parlamentar explicou sobre a Lei da Farmácia Verde, que trata sobre o fornecimento desses medicamentos naturais pelo município.
Ripposati, por sua vez, destacou que a Lei 8421, que dispõe sobre a política de incentivo à utilização da soja na alimentação humana, marcou a posição do município de que o grão é importante, bem como determinou como ele deve se portar no mercado. Como forma de incentivar as pesquisas na área, o tucano lembrou quando da liberação de emenda ao orçamento no valor de R$ 10 mil, de sua autoria, direcionada à Fundação Triângulo de Pesquisa. Outra ação neste sentido está relacionada à possível contrapartida do estado a recurso do FINEP, órgão financiador de Estudos e Projetos do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, que ultrapassa os R$ 1,4 milhão para contribuir com o fortalecimento do programa soja. O vereador busca a regulamentação da legislação no sentido de exigir que a soja faça parte da merenda escolar, bem como seja divulgada através do Programa Saúde da Família (PSF), universidades e instituições parceiras. 
A pesquisadora da Epamig e doutora em Melhoramento em Genética Vegetal, Ana Cristina Juhász, explicou sobre as vantagens do consumo da soja para a saúde. Segundo ela, trata-se de um alimento rico em proteínas, além de ser importante fonte de lipídios, vitaminas, minerais (cálcio, ferro e fósforo), aminoácidos e outros compostos bioativos. O consumo de proteínas da soja já foi comprovadamente relacionado com a redução dos níveis de colesterol, o que contribui para diminuir os riscos de doenças cardiovasculares. “A soja comum possui um gosto amargo, além de eliminar uma fina casca durante o preparo. As novas variedades são agradáveis ao paladar, suaves, possuem casca macia e menor tempo de cozimento”, explanou, acrescentando que diferentes receitas podem ser feitas com o produto conforme a coloração de sua casca, que pode ser amarela ou marrom.
Já em relação à Lei, 8197, que institui o programa Farmácia Verde, Ripposati esclareceu que o objetivo foi estabelecer ações de incentivo à utilização dos fitoterápicos, como alternativa para o trato de enfermidades, tanto em humanos, como em animais. “Luto para que essa Lei vire realidade na prática. O município ainda não a adotou em sua política pública”, salientou, destacando que, para isso, o executivo precisa implantar laboratórios de manipulação de medicamentos naturais, voltando suas atenções não somente para o processo de fabricação, mas também para o cultivo das plantas pelo homem do campo. Conforme consta na Lei, a produção, controle de qualidade e fornecimento dos produtos fitoterápicos deverão estar de acordo com as normas do Ministério da Saúde. “O uso dos fitoterápicos é economicamente viável ao município levando em consideração seus baixos custos e por ser produto natural”, conclui. 

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