Governo decidiu fechar unidades próprias, mas o programa continua atendendo por meio da rede credenciada de farmácias particulares

 

Mundanças no programa Farmácia Popular do Brasil foram discutidas pelo relator da Comissão de Saúde do Legislativo Municipal, vereador Ronaldo Amâncio (PTB) com os empresários do setor de farmácias e drogarias de Uberaba. A Reunião foi na sede do Sindicato e foi debatido o anúncio do Governo Federal de fechar as unidades próprias do programa e manter o fornecimento de medicamentos com desconto na rede credenciada. O vereador tranquiliza a população, afirmando que os pacientes que utilizam o Farmácia Popular não ficarão desasestidos.

O Ministério da Saúde decidiu fechar, a partir de junho, 393 unidades da rede própria do programa Farmácia Popular, de distribuição de medicamentos gratuitos ou com até 90% de desconto. Agora, os produtos serão distribuídos pela rede de farmácias conveniadas. No caso de Uberaba, o vereador Ronaldo Amâncio disse que se informou e que a Secretaria Municipal de Saúde ainda não recebeu nenhum comunicado de corte do repasse para a manutenção de sua unidade, que funciona na avenida Doutor Fidélis Reis.

A preocupação se dá com pacientes que procuram alguns remédios específicos que não estão disponíveis nos estabelecimentos conveniados. Na rede própria, são ofertados, hoje, 112 medicamentos; já nas drogarias, com desconto, são disponibilizados 32. Os empresários informaram ao vereador Ronaldo que quase 90% das pessoas procuram remédios para hipertensão, diabetes e asma, disponíveis também na rede credenciada de farmácias particulares.

Para Uberaba, o vereador chega a propôr que a unidade da Farmácia Popular, mantida em prédio alugado na Fidélis Reis, seja transferida para espaço específico em uma das Unidades de Pronto Atendimento. “A Saúde está passando por uma reformulação na cidade com a saída da Pró-Saúde da gestão das UPAs e certamente este seria um bom momento de promover as adequações necessárias para que os pacientes que se utilizam do programa não tenham prejuízos”, propôs Amâncio durante o encontro.

Para as cidades em que as unidades próprias do programa foram desativadas, o Ministério da Saúde orienta o paciente que precisa usar remédios indisponíveis na rede particular a procurar uma unidade básica de saúde ou clínica da família para se informar onde conseguir o remédio, visto que cada município adota procedimentos diferente de fornecimento de medicamentos. .

 

Dep. de Comunicação

Márcio Gennari 

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