Técnicos da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Minas Gerais (Emater) estiveram no Plenário da Câmara Municipal. O técnico agrícola Tomás Antônio Chiatti e o engenheiro agrônomo Petrônio José da Silva, apresentaram um relatório de atividades referente ao ano de 2015.

A Emater está presente em 790 municípios, ou seja, 93% das cidades do Estado, prestando atendimento de assistência técnica a cerca de 400 mil agricultores. São 37 regionais e sete pólos, sendo que a sede está localizada em Belo Horizonte. Seu objetivo é de promover o desenvolvimento sustentável, por meio de assistência técnica e extensão rural.

Os técnicos falaram sobre as ações desenvolvidas no Município, atendendo pequenos produtores na agricultura, criação de bovinos e bubalinos (búfalos), produção de grãos, fruticultura, além do convênio com o IFTM, através dos alunos que estão se formando, entre outras.

Segundo Tomás, a Emater está presente em todas as comunidades, fortalecendo os trabalhos coletivos, a preservação ambiental com a ajuda de vários parceiros, inclusive a Câmara e a Prefeitura, através da Sagri, a conservação das minas e nascentes, utilização de bolsões e curvas de nível, e o uso legal de fossas sépticas.

Os representantes da Emater explicaram, ainda, que é realizado um assessoramento técnico junto aos produtores, e que o Estado tem dois programas chaves, de produção e assistência técnica, e de certificação do leite. E a qualidade do leite foi alvo de críticas por parte dos técnicos.

De acordo com eles, hoje a cidade conta com 40 produtores de leite, que recebem toda a assistência necessária, assim como orientações para melhorar a qualidade do produto. Porém, ainda existem muitos produtores retirando leite na terra, sem cobertura e debaixo de árvores. Com isso o leite produzido tem baixa qualidade, principalmente no que se refere à higiene.

Petrônio lembrou que o território do Município é grande, e que eles são os responsáveis por fazer o levantamento de produção, que é um dos maiores do Estado. A cidade é a primeira na produção de milho, terceiro e quarto na soja, sendo que este ano, por causa de intempéries, perdeu um pouco na produção. O técnico lembrou que é através deste levantamento o prefeito tem condições de pedir o Seguro Safra, um benefício para o Município.

Investimento – O técnico explicou que de fevereiro até julho de 2015 não teve linha de crédito liberada pelo governo federal (CEF e Banco do Brasil), mesmo assim conseguiram o valor total de R$ 1.958.000,00.

“Para cada R$ 1 que a prefeitura investiu na Emater, teve um retorno de R$ 16,44. Vale a pena manter a Emater no Município”, avaliou o representante da Emater.

Os técnicos também responderam aos questionamentos dos vereadores, como o presidente Luiz Dutra (PMDB), o qual destacou a importância de todos tomarem conhecimento sobre a importância do agronegócio para o Município, que seria da ordem de R$ 7 milhões do PIB.

Os vereadores João Gilberto Ripposati (PSD) e Samir Cecílio (PSDB) também fizeram alguns questionamentos. Sobre os atendimentos realizados, os técnicos explicaram que não estão dando conta de atender a todos os produtores, pois estão sobrecarregados e precisariam de mais funcionários. No caso da agricultura familiar, por exemplo, muitas vezes a família está desestruturada, precisando de orientação.

“No ano passado nós atendemos 551 produtores, mas não é uma assistência efetiva, pois não estamos dando conta”, explicou Tomás. Ainda de acordo com ele, o Município produz muito poucas frutas (banana, manga, abacate e goiaba). “A grande maioria vem de fora, sendo que a maior parte é enviada para outros estados, quase nada fica na cidade”, explicou o técnico agrícola, destacando o grande potencial e a necessidade de investir mais no seguimento, mas também a necessidade de ter a parceria da Epamig e da Embrapa.

O presidente Dutra lembrou que parte desta produção poderia ser destinada ao Restaurante Popular, que ainda não está em funcionamento. Ele sugeriu também que a produção de frutos do cerrado poderia ser incrementada no Município.

Enquanto o técnico Petrônio comentou que é preciso incentivo e assistência técnica para incrementar a produção, o engenheiro Tomás lembrou que existem muitos interessados em investir na produção de peixes, pois não falta água, principalmente no rio Grande, mas o grande problema é a inexistência de um frigorífico. Ele também falou sobre outra dificuldade, que é a outorga de água, que só pode ser concedida pelo Instituto Mineiro de Gestão das Águas (Igam), em Uberlândia.

O representante da Emater ainda comentou sobre a terceirização da merenda escolar, e que seria muito importante a aprovação de uma emenda alterando a Lei, para que fosse aplicado pelo menos 30% na aquisição dos alimentos dos pequenos produtores (agricultura familiar) do Município. Ele também ressaltou que é preciso melhorar o Ceasa, para evitar que produtores precisem vendeu seus produtos em outras cidades, conforme lembrou o vereador Marcelo Machado Borges “Borjão” (PR).

Os vereadores Cléber Humberto de Sousa Ramos “Cléber Cabeludo” e o líder do Executivo, Elmar Goulart (PMN), também destacaram a importância do trabalho desenvolvido pela Emater na cidade.

Ao concluir a participação, Tomás afirmou ser preciso fazer um planejamento estratégico, junto com o Município e o Sindicato Rural, para melhoras as estratégias de vendas para os produtores. Os técnicos agradeceram o apoio e a parceria da Câmara Municipal.

 

 

 

Jorn. Hedi Lamar Marques
Departamento de Comunicação CMU
23/05/2016

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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