"Teste do Coraçãozinho" pode ser implantado em Uberaba
Caso seja aprovado o Projeto de Lei nº 228/13, em tramitação na CMU, de autoria do vereador Edmilson Ferreira de Paula (PRTB), o município fica obrigado a realizar o "Teste do Coraçãozinho", para detectar se o bebê tem doença cardíaca grave e minimizar os riscos de defeitos congênitos mais letais decorrentes da ausência de diagnóstico precoce.
É do conhecimento da população o "Teste do Pezinho", "Teste da Orelhinha" e o "Teste da Linguinha", este último aprovado recentemente pela CMU, mas também existe o "Teste do Coraçãozinho". É um exame rápido, feito no bebê 24 horas após o parto, ainda no hospital, e aponta se está tudo bem com o coração do recém-nascido. "Quanto mais cedo o diagnóstico, melhor para a criança", diz o vereador.
Segundo Edmilson, trata-se de um teste simples e rápido, dura no máximo cinco minutos e pode detectar se o bebê nasceu com alguma doença cardíaca grave e, se for o caso, encaminhá-lo para tratamento o mais rapidamente possível.
O exame é feito através de uma pulseirinha eletrônica que é colocada na mão e depois no pé do bebê. Os dados são enviados para um aparelho que mede a coloração do sangue. Se o resultado ficar acima de 95%, não há problemas e o bebê tem alta.
O vereador salientou que a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) recomenda a realização do exame. Informou que recentemente a SBP publicou um artigo ressaltando que várias doenças cardíacas na infância se manifestam de forma silenciosa nos primeiros dias. Diz ainda que a equipe médica pode não detectar nenhum sinal, o bebê pode ir para casa aparentemente bem, e após o final da primeira semana ou nos primeiros 15 dias de vida, essa criança pode manifestar um quadro clínico grave. Ressalta o artigo, que nessas situações o tratamento da doença já pode ser tardio e alguns bebês falecem sem conseguir um tratamento adequado.
Edmilson finalizou dizendo que são inúmeras as pesquisas realizadas que apontam para os benefícios do "Teste do Coraçãozinho" nos bebês, no entanto, o exame de rotina é realizado somente no âmbito das UTIs neonatais, não se aplicando em berçários com bebês aparentemente normais.

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