Uberaba é a primeira do país a homenagear comunidade Afro com plantio de Baobás
Na semana da Consciência Negra, iniciativa de Dutra fez com que Uberaba seja a primeira cidade do país a receber o registro da homenagem à comunidade Afro através do Projeto Baobá.  
Uberaba é a primeira cidade brasileira a homenagear a comunidade Afro da forma que ela merece. A afirmação é de Gilberto Vasconcelos, autor do livro “Mapa dos Baobás do Brasil”, que durante a manhã desta sexta-feira (25) lançou sua obra no anfiteatro da Prefeitura. Na oportunidade, apresentou banner que uniu elementos do povo africano, brasileiro, bem como a abolição da escravatura através da imagem da princesa Isabel. A iniciativa de realizar o evento no município é do presidente da Câmara Municipal, vereador Luiz Dutra (PDT), em parceria com o executivo, através das secretarias de Meio Ambiente, Educação e Infraestrutura, bem como Fundação Cultural, Arquivo público, 4º BPM e entidades classistas. 
Na ocasião, Vasconcelos proferiu palestra em que explicou um pouco de sua trajetória que culminou na criação do Projeto Baobá, bem como sobre a árvore centenária nativa de Madagascar, Austrália e do continente africano, que consegue armazenar até 120 mil litros em seu tronco. Os Baobás chegam a alcançar de 5m a 25m, podendo ter, excepcionalmente, até 30m. Trazidos para o Brasil através do tráfico negreiro, concentram-se, principalmente, no estado de Pernambuco. “Em Pernambuco, geralmente esses Baobás estão localizados em engenhos de açúcar, onde ficavam os escravos”, destacou, acrescentando que, das oito espécies de Baobás existentes, a única localizada em nosso país é a Adansonia digitata.
Exemplares da obra estiveram disponíveis para a venda, sendo R$ 40 cada. O valor arrecadado será doado para Moçambique, África, conforme o autor comprometeu-se publicamente com os patrocinadores do livro. País, segundo Vasconcelos, onde 350 mil pessoas passam fome e sede. “O livro é a realização máxima deste projeto que iniciamos em dezembro de 2008. Faço um apelo a todos os uberabenses para que tenham a consciência que é dando que se recebe. Passei 40 anos da minha vida pedindo. Quando resolvi doar, tornei-me a pessoa mais feliz do mundo”.
  
Em relação à data do evento, Dutra explica que a escolha foi oportuna haja vista que, na mesma semana, comemorou-se o Dia da Consciência Negra (20). “O lançamento do livro e plantio das árvores na cidade é uma forma de homenagem à comunidade negra pelo reconhecimento de sua participação na formação da etnia brasileira, bem como valorizar e reconhecer a sua influência no meio socioambiental”, justificou, acrescentando que, ao fomentar a iniciativa de Gilberto Vasconcelos, a Câmara estará apoiando o projeto que ajudará financeiramente a população moçambicana. 
O evento, que se estendeu durante a tarde, também contemplou o plantio inédito de 21 mudas de Baobá em pontos estratégicos. Dessas, 12 foram doadas pelo autor e as demais adquiridas pela Câmara com o apoio de patrocinadores. Tiro de Guerra e praças Santa Terezinha e Governador Magalhães Pinto (Praça do Quartel) foram os primeiros locais a receber as mudas da árvore.  Secretária de Meio Ambiente e Turismo, Renata Vilela Mesquita, destacou a importância da ação que contribui com o projeto de Arborização de Calçadas desenvolvido pela pasta. “Agradeço à Câmara pela confiança, respeito e parceria nessa administração. Agradeço ao presidente Dutra pela iniciativa de trazer o evento à Uberaba”, comemorou. As mudas plantadas em Uberaba serão monitoradas para fins de preservação e acompanhamento de seu desenvolvimento.  
Além do presidente Dutra e Renata Mesquita, o vereador José Severino (PR), Secretários de Governo, Rodrigo Mateus Signorelli, e os presidentes da Fundação Cultural, Fábio Maciotti, e do Conselho Afro-brasileiro de Uberaba, Evaldo Alves Cardoso (Saruca) também participaram do evento. Todos reforçaram sua importância para o resgate de nossa história, haja vista que a grande participação da comunidade africana na formação da etnia brasileira. “Essas mudas resgatarão a estima e a cultura da comunidade negra”, acrescentou Saruca. 
Obra – O livro publicou os Baobás encontrados em Maceió (AL), Cuiabá (MT), Fortaleza (CE), Rio de Janeiro (RJ), Ilha de Paquetá (RJ) e Quissamã (RJ). No entanto, Pernambuco e Rio Grande do Norte são os destaques por abrigarem mais de 90% de todos os exemplares existentes no país. Além disso, a obra torna público as atividades do Projeto Baobá, que tem como objetivos proceder ao levantamento florístico das espécies em Pernambuco, bem como monitoramento, produção, doação e venda de mudas, além de realização de oficinas e manutenção dos árvores centenárias. 
Mapa dos Baobás do Brasil também destaca o super fruto da árvore – que possui vitaminas e minerais diversos -, os experimentos e pesquisas com técnicas de germinação e produção de mudas. Este livro reúne fotos inéditas e exemplares nunca antes publicados. 

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