Débito de R$ 5 milhões da Prefeitura com a empresa contratada seria o motivo do não pagamento aos funcionários terceirizados

O atraso no pagamento a trabalhadores terceirizados por parte da empresa Limpebras, contratada pela Prefeitura para a limpeza urbana da cidade, foi denunciada ontem no Plenário do Legislativo pelo vereador Paulo César Soares – China (SD). Segundo o vereador, a situação é decorrente do não acerto de débito do município com a empresa, que chega a R$ 5 milhões. O vereador João Gilberto Ripposati (PSDB) disse que o problema não é novo e já existia em governos passados, mas que é preciso dar solução definitiva, o que, em sua opinião, exige a criação de comissão de vereadores para intermediar a situação.

China disse ter sido procurado por quatro trabalhadores terceirizados da Limpebras que estão há três meses sem receber seus respectivos acertos. Na Tribuna do Plenário do Legislativo, o vereador lamentou a situação vivida pelos terceirizados que não conseguem acertar suas contas e já não estão tendo recursos, sequer, para alimentar as famílias. Ele solicita ao prefeito que tome pé da situação e acerte com a Limpebras uma solução para esses trabalhadores.

De acordo com China, a Limpebras tem cerca de mil trabalhadores terceirizados que atuam nas áreas de capina, coleta, varrição e cobertura do aterro sanitário. No entanto, ele não teria sido informado se todos estão com pagamentos atrasados. Ele revelou, durante seu pronunciamento, que falou com diretor da empresa e que este o teria informado que a Prefeitura está há cinco meses sem realizar os devidos pagamentos pelos serviços prestados e, por isto, não estaria tendo condições de realizar os acertos com os terceirizados.

China disse ainda que situação semelhante estaria sendo vivenciada pelos proprietários de 20 caminhões que prestam serviços para a empresa. “Se a empresa não fornecesse o combustível, todos já teriam parado de trabalhar e a cidade estaria vivendo um sério problema com relação à limpeza“, diz o vereador.

O vereador Ripposati disse que em 2014, no governo passado, cobrou no Plenário da Câmara solução de problema semelhante. Para ele, é preciso buscar solução definitiva e para isto propõe a criação de uma comissão de vereadores para acompanhar o que acontece nas relações da empresa com o Poder Público e garantir o mínimo de respeito e dignidade aos trabalhadores, “que não podem pagar por uma situação que não foi criada por eles”.

Os quatro trabalhadores que procuraram o vereador China ficou retornarão à Câmara na próxima terça-feira, quando acontece reunião para discussão e votação de requerimentos e indicações, ocasião em que poderão usar a Tribuna Livre e expor a situação ao Plenário.

 

Jorn. Márcio Gennari

Departamento de Comunicação

(13/08/15)

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