Os vereadores se manifestaram sobre o resultado da votação do impeachment da presidente Dilma Roussef realizada ontem (17) na Câmara Federal. Para o presidente do Legislativo municipal, Luiz Dutra (PMDB), foi um dia histórico para o País.

“A Câmara reconheceu que o governo (federal) não pode continuar”, afirmou o vereador. Segundo ele, nascem novos rumos. “Se para melhor, não sei, mas nasce nova esperança no coração dos brasileiros”, acrescentou.

Dutra ainda agradeceu aos 41 deputados federais mineiros que votaram favoráveis pelo impeachment e anunciou que vai encaminhar um Requerimento à Câmara Federal, com os nomes de todos, como forma de reconhecimento pela decisão de apoiarem a saída da presidente Dilma Roussef.

O vereador Edmilson de Paula (PR) não concordou com o Requerimento e lembrou que o presidente da Câmara, Eduardo Cunha e o vice-presidente da República, Michel Temer, “também precisam cair”. Edmilson classificou o Congresso como “uma vergonha para o Brasil”, onde a maioria está suja

De acordo com Dutra é preciso ir por etapas, pois a lei vale para todos. “Eu acho que é preciso derrubar todo mundo”, acrescentou Edmilson. O vereador Marcelo Machado Borges “Borjão” (PR) concordou e disse que também não iria assinar, pois a votação é uma obrigação deles. “Quem é Eduardo Cunha para julgar alguém?, questionou “Borjão”. Ele disse, ainda, que está feliz com o resultado, pois o PT acabou com o País, como mostra os últimos 14 anos do governo do partido.

Já o vereador Ismar Vicente dos Santos (PSD), pediu para assinar o Requerimento, lembrando que o primeiro passo foi dado, e que o próximo será tirar o presidente da Câmara, Eduardo Cunha. “Infelizmente a Justiça permitiu que ele conduzisse o Plenário daquela Casa”, avaliou Ismar, que parabenizou em especial ao deputado Marcos Montes, que é do mesmo partido dele.

“Se o Brasil estivesse unido em prol de um bem maior, que é a população, seria diferente, mas isto não está acontecendo. Eu sou é contra a Dilma, Michel Temer e Cunha, mas espero que o Brasil recomece a caminhar”, concluiu Ismar, solicitando que a Câmara Municipal continue apoiando o combate a corrupção.

O líder do Executivo, Elmar Goulart (PMN, cumprimentou a frente parlamentar que contribui para o resultado do impeachment. Segundo o vereador João Gilberto Ripposati (PSD), ele acompanhou a votação e as explicações de cada deputado.

“Eu acredito que foi uma grande oportunidade de conhecer o Congresso, que deve ser passado a limpo”, disse o vereador, lembrando as negociatas que aconteceram. “O país é rico, mas está se perdendo por causa da corrupção”, acrescentou Ripposati.

A corrupção não é só roubar, e não é praticada apenas por políticos, mas também pela população, em situações como não emitir nota fiscal, por exemplo, como forma de não pagar impostos. “É preciso continuar consertando, a relação de cargos e emendas, foram expostos, quando o político é eleito, é para representar o povo e não seus interesses pessoais e de grupos”, analisou o vereador, defendendo o princípio da ética, da moral e do respeito.

“A União, o Estado e os municípios estão quebrados por causa da corrupção. Eu espero que o eleitor se desdobre nas próximas eleições, que olhe e estude o perfil antes de escolher quem vai representá-lo”, finalizou Ripposati.

O vereador Afrânio Cardoso de Lara Resende (PMN) contou que acompanhou a votação e citou os nomes de vários deputados federais, como Marcos Montes e Wellington Prado, este último de Uberlândia, que até recentemente era do PT, mas mudou de partido. “A esperança é renovada e tenho a certeza de que teremos um País melhor para nossos filhos e netos”, avaliou Afrânio.

Segundo o vereador Samir Cecílio (PSDB), é inegável o momento histórico vivido pelo País. Ele assinou o Requerimento proposto pelo presidente Dutra e agradeceu aos deputados que votaram em consonância com o que esperava.

“O país está dividido sim, mas isto não quer dizer que está partido ao meio. A população não aceita mais as situações que estavam acontecendo. A minha constatação é de que esta Câmara de Vereadores está muito melhor e mais decente que a Câmara dos Deputados”, afirmou Samir.

O vereador comentou, ainda, que existem as defesas de grupos, inclusive de seguimentos religiosos, o que não acha errado, “desde que não se perca o objetivo principal, da outorga que cada um recebeu, e isto não está acontecendo”, avaliou, acrescentando que “o país não agüenta mais esta situação, foi um avanço, que não deve parar”.

A vereadora Denise Max (PR) disse que a saída seriam as eleições gerais, mas sabe que isto não vai acontecer. “O Cunha não tem moral nenhuma para esta a frente do processo de impeachment, e não apenas ele, mas vários que estavam ali”, finalizou Denise.

 

 

Jorn. Hedi Lamar Marques

Departamento de Comunicação CMU

18/04/2016

 

 

 

 

 

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