Vereadores criticam atitude da postura

A ação do Departamento de Postura do Município, em apreender cadeiras e mesas em estabelecimentos da cidade, gerou críticas dos vereadores, durante a sessão plenária de hoje. Para os parlamentares, falto bom senso aos profissionais. O primeiro a se posicionar sobre o fato foi o vereador Itamar Ribeiro de Rezende, que destacou a ação, como absurda. Ele lembra que esperaram o período noturno, quando o estabelecimento tinha clientes, para promover a apreensão, deixando todos constrangidos. Itamar destacou que alguns comércios são procurados justamente por ter mesas ao ar livre e que a prefeitura tem que buscar mecanismos para garantir estas atividades, que trazem renda para a cidade. Ele disse ainda, que a prefeitura deveria encaminhar a Casa, um projeto que estipula medidas que podem ser adodatas pelos comerciantes para usarem parcialmente um espaço público, mediante um pagamento. “Tenho certeza que assim daria certo. Pois quando se paga, pode, pois a gana arrecadadora da administração municipal é grande”, emendou, revelando que a proprietária de um comércio abordado pela Postura, chegou a desmaiar com a situação.
O vereador Cléber Cabeludo, líder do prefeito na Câmara, também não concordou com a atitude do departamento de Postura, e afirmou que cobrará da administração um projeto que regularize esta situação. Ele enfatizou lembrou que ação, não constrangeu apenas os proprietários, mas também os consumidores, que não sabiam o que estava acontecendo. “Se era para tirar as mesas, que pelo menos, mediante a quantidade de gente que estava no local, que desse um prazo. Fosse de duas horas, mas pelo menos não seria tão constrangedor”, analisou.
Em tom de desabafo, o presidente da Câmara, vereador Lourival dos Santos, taxou a ação de vergonhosa e lembrou que quem paga os servidores bem como os agentes públicos, são os cidadãos e entre eles, os comerciantes que geram renda e emprego para a cidade. Ele afirmou ainda que faltou sensibilidade, humanidade e educação para quem conduziu a ação, que mais pareceu um arrastão. “Foi ridícula a situação. É necessário ter mais respeito com quem gera renda para o município e com quem paga os impostos, que são revertidos, inclusive, nos salários dos servidores e agentes políticos. O mínimo que se espera é educação, bom senso e isto não aconteceu. É preciso rever este tipo de ação. Temos que lembrar que a maioria dos comerciantes são pais de família trabalhando honestamente”, afirmou o presidente.

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