Borjão: Vender Bosque é estar na contramão da história

“O prefeito está na contramão da história. Enquanto os administradores mais modernos querem incrementar as áreas verdes e de preservação ambiental dentro das cidades, ele fala em transformar um dos pulmões de Uberaba em condomínio. É o fim da picada!!”. Como boa parte da cidade o vereador Marcelo Machado Borges – Borjão, que é relator da Comissão Permanente de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável está indignado com a “infeliz” idéia do prefeito Anderson Adauto no sentido de vender o Parque Jacarandá – que abriga o zoológico da cidade – ou Bosque,  como é mais conhecido. Ele está chamando os outros membros da Comissão – João Gilberto Ripposatti (presidente), José Severino Rosa (vogal) e Samuel Pereira (suplente) – para reunião a ser realizada essa semana sobre o assunto. 
Borjão destaca que são mais de 40 anos de história, de uma área que sempre foi referência para a cidade. Infelizmente as administrações nunca tiveram a sensibilidade necessária para realmente valorizar aquela área. O vereador considera que esse é um momento daqueles que mudam a história de determinado local. “Ou nós realmente olhamos e preservamos aquela área com o devido respeito que ela merece, ou poderemos perdê-la para sempre. Talvez o prefeito Anderson Adauto fique sensível aos apelos da comunidade. Mas quem garante que no futuro outros políticos não ajam com até mais agressividade. Temos de garantir que essa área jamais seja destruída”, afirmou o parlamentar.
Produtor rural, o Marcelo Borjão está sentindo na pele a importância de um Código Florestal e aprendeu com sua família a importância de preservar as matas e nascentes nas fazendas. Em tempos de desenvolvimento sustentável, de repensar as políticas públicas de meio ambiente e de fazer agora o que não pode esperar mais em termos de conservação, a discussão não deve ficar apenas no campo, mas também nas cidades, no sentido de preservar todas as áreas verdes para o bem da população.
“Como acabar com uma área verde de tamanha importância para a cidade?Como transferir árvores decanas de lugar, sem prejudicar a árvore. E como fica a população daquelas imediações, sem esse pulmão? Por isso, temos mais motivos para sermos contra a idéia de transformar o local em estacionamento ou condomínio, do que simplesmente a valorização imobiliária das imediações”, disse Borjão.
Para o vereador agora é momento da Câmara Municipal se posicionar como um todo, rechaçando  qualquer tentativa de encaminhar projetos de  destruição de áreas verdes em Uberaba. Ele salienta que para ser vendida a área o Executivo deverá encaminhar ao Legislativo um projeto de lei. 

Saiba mais sobre o Parque Jacarandá

Localizado em área nobre da cidade, na Vila Olímpica, com 32.612 m², conta com espécies nativas são o tamboril, o jacarandá, a peroba, o jatobá e o jequitibá. Foram introduzidas, a jaca, a amoreira e a leucena. A árvore mais antiga é um jacarandá de mais de 60 anos. Fundado em 1966, sempre foi um ponto turístico, de visitação e lazer da cidade e em 1990 teve toda a estrutura reformada. Trata-se de uma APP (Area de Preservação Permante) protegido por lei ambiental lei 4.771/65. Conforme informação do próprio site da Prefeitura de Uberaba  foi criado  como Bosque, pelo Decreto Lei nº 1423 de 06/02/1966. Passou a categoria de Zoológico após adequações e credenciamento junto ao Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis – IBAMA, em novembro de 1991 sob o nº 1/31/96/004-0 como categoria “C”.
Ainda de acordo com informação oficial o Parque abriga ainda, o Mini-zoológico de Uberaba, onde são encontrados principalmente animais da fauna do cerrado, ou seja, da nossa região, e que atualmente apresenta 250 animais distribuídos entre 40 diferentes espécies de aves, répteis e mamíferos, inclusive exemplares da fauna silvestre ameaçada de extinção e já conseguiu a reprodução de alguns deles.
Dentre as funções atribuídas a um zoológico: Conservação, Pesquisa e Educação Ambiental e Lazer, todas são realizadas pelo Zôo-Uberaba. 
E na própria página da Prefeitura de Uberaba é explicada a importância sócio-ambiental do Parque  “como acervo ambiental e turístico para o Município de Uberaba como área de preservação, dotada de uma diversidade de espécies vegetais de portes variados e com destaque para árvores lenhosas, contribui diretamente no ciclo da água, gera microclima e representa importante reduto de avifauna. Tem servido também como “ilha” para espécies em linha migratória. Representa importante espaço de lazer, pesquisa e de Educação Ambiental. Tem se mostrado importante espaço para estágio, sobretudo para acadêmicos de Ciências Biológicas e Medicina Veterinária.  Através de seu corpo técnico, tem orientado e esclarecido a população quanto às questões que envolvem animais silvestres. Confere apoio técnico à Polícia Ambiental, na elaboração de laudos, perícias e manejo de animais silvestres; ao Corpo de Bombeiros, Centro de Controle de Zoonoses, além de outras secretarias municipais e estaduais”.
Os zoológicos são classificados pelo Ibama em três categorias. O Parque Jacarandá está na categoria A, ou seja, possui corpo técnico, clínica veterinária, pessoal identificado, infra-estrutura básica, bebedouros, banheiros, laboratórios para exames e um projeto de ambientação animal.  (MCS)

 

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