Segurança Pública é tema de discussão na Câmara

Vereador Samuel externou preocupação com assaltos a residências do Residencial Palmeiras e Jardim Dom Eduardo

Aproveitando as pautas mais “enxutas”, a Câmara trará para debate vários temas da atualidade no sentido de levantar problemas, viabilizar ações e propor soluções. Neste sentido, durante a sessão plenária de hoje (15) o tema discutido, proposto pelo vereador Samuel Pereira (PR) foi segurança pública. O início da discussão se deu, devido à preocupação do parlamentar, com a incidência de assaltos a residências ocorridos no Residencial Palmeiras e Jardim Dom Eduardo, onde bandidos invadem as casas, fazem reféns e roubam os pertences dos cidadãos. “A cidade como um todo carece de segurança, mas especificamente nestes locais, a regularidade e o tipo de assalto me preocupam. Estou encaminhando requerimento ao comandando do 4ºBPM, Nei Sávio para irmos à comunidade, no sentido de buscar uma solução para o problema. E espero que todos os vereadores assinem comigo, pois inclusive, podemos estender esta ação para outros bairros da cidade”, explicou.
Apoiando a iniciativa de Samuel, o presidente do legislativo, Luiz Dutra (PDT) destacou a necessidade de modificação das Leis Penais do País. Para o presidente, não basta aparelhar a polícia é preciso “endurecer as punições para crimes hediondos, de relevância social e, inclusive, discutir a prisão perpétua”. Dutra sugeriu que os vereadores participem da próxima reunião do Conselho Municipal de Segurança Pública, apresentando os problemas que tem chegado aos gabinetes, bem como sugestões para resolver ou minimizar estas questões.
O vice-presidente Itamar Ribeiro de Rezende (DEM), achou pertinente a discussão e destacou a necessidade de mais investimentos para os órgãos de segurança pública. O 2º secretário, vereador João Gilberto Ripposati (PSDB), fez coro com Samuel, confirmando que o índice de criminalidade naquela região tem aumentado. Ele revelou que esteve com o comandando do 4º BPM, juntamente com o prefeito Anderson Adauto, onde foi confirmada a intenção da prefeitura de construir mais duas AISP’s (Área Integrada de Segurança Pública), sendo uma no Residencial 2000 e outra no Beija-Flor, ambos os bairros com proximidade a rodovias federais, o que facilita a fuga de criminosos. Ripposati também sugeriu a Samuel, levar aos moradores do Palmeiras e Dom Eduardo, o projeto desenvolvido pela PM denominado de “Rede de Vizinhos Protegidos”.
Para o vereador José Antônio Fernandes Cardoso (PSB), um dos grandes problemas enfrentados atualmente pelos órgãos de segurança, diz respeito ao aspecto legal, haja vista que, “os bandidos conhecem os códigos das Leis que os beneficiam”. Cardoso destacou ser contra qualquer tipo de violência, “mas que é comum criminosos usarem os direitos humanos em benefício próprio, muitas vezes se safando de condenações, utilizando a própria Lei”. Por isso, para ele, o caminho da segurança pública passa por mudança na Legislação. O vereador José Severino Rosa (PT), lembrou também que, assim como na área urbana, a zona rural tem sofrido com a falta de segurança e carece de atenção.
Como presidente da Comissão Permanente de Segurança Pública, o vereador Afrânio Cardoso Lara Resende (PP), afirmou que estará presente a reunião proposta por Samuel, bem como pretende participar da próxima reunião do Conselho, conforme sugerido por Dutra.
Drogas – O vereador Cléber Cabeludo (PMDB) lembrou que um dos principais fatores que geram a violência é o uso das drogas. Para ele, qualquer proposta deve passar por este tema, no sentido de discutir políticas públicas de repressão ao tráfico, recuperação de dependentes químicos e campanhas contra o uso de drogas em escolas e entidades sociais que lidam com crianças e adolescentes. Ele lembrou que junto com o Governo Federal, a prefeitura pretende investir na construção de um centro de recuperação de dependentes químicos.
Já o vereador Carlos Godoy (PTB), foi além e lembrou que além das drogas ilícitas, outro fator que gera violência é o álcool. O vereador destacou que no último dia 13 de fevereiro, teve início a Semana Nacional contra o Alcoolismo e que este assunto, deve ser discutido quando se trata de segurança pública. “Alcoolismo é uma doença física e mental e que acarreta violência na sociedade. Temos que discutir estes temas, pois passam pela Educação e, sem isso, não vamos combater a violência. Não adianta construir presídios, se não tivermos um modelo de educação”, destacou.
Concordando com os colegas parlamentares, o vereador Jorge Ferreira (PMN) afirmou que o tráfico de drogas na cidade está insustentável e que é necessário medidas duras para combater este crime.
O vereador Almir Silva (PR), lembrou que a Polícia Militar também tem feito seu trabalho no setor ostensivo, mas também no preventivo, através do PROERD (Programa Educacional de Resistência às Drogas e a Violência). “Sabemos que ainda não é o suficiente, mas entendemos que a PM está empenhada. De nossa parte temos que nos unir e ver como podemos auxiliá-los”, avaliou.
O último a discutir o tema, foi o vereador Marcelo Machado Borges, o Borjão (PMDB), que sugeriu o encaminhamento de uma moção a todos os deputados federais e senadores, solicitando mudanças nas Leis Penais. “Temos que tentar. São eles os responsáveis por esta legislação. Se fossem municipais, nós mesmos poderíamos mudar, mas não são. Então temos que insistir até que a mudanças aconteçam”, destacou.

 

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