A inclusão dos profissionais de Educação Física nos atendimentos realizados pela Prefeitura, dentro do Programa Estratégia de Saúde da Família (ESF), foi sugerida pelo vereador Alan Carlos da Silva (PEN). Segundo ele, a medida já deveria ter acontecido desde outubro 2011, quando foi publicada a Portaria número 2.488 do Ministério da Saúde, que regulamenta o Programa.

O vereador explicou que desde esta data está liberado que o Município inclua profissionais de Educação Física para atuar junto às ações de saúde no Município. Ele aproveitou para pedir aos os profissionais da área para que multipliquem a proposta nas redes sociais e cobrem para que o Poder Público cumpra com a inclusão.

“Eu entendo que dentre os vários profissionais necessários na área da Saúde, o profissional de educação física também deve ser incluído, inclusive para atuar de forma preventiva”, afirmou Alan Carlos. No requerimento que será encaminhado ao prefeito Paulo Piau, ele destaca a importância e a eficácia da pratica do exercício físico, devidamente indicado e monitorado por profissional qualificado, como prática consagrada na promoção da saúde e na prevenção e tratamento de doenças crônicas não infecciosas.

Ainda conforme o representante do Legislativo, a literatura médica possui farta documentação para comprovar que a prática de exercícios e atividades físicas, quando devidamente indicadas, resulta na diminuição da incidência e da gravidade dos problemas de saúde, além de contribuírem para a redução das doenças, sobretudo em relação aquelas consideradas crônicas e as que envolvem o colapso do aparelho locomotor, que acometem principalmente a população da terceira idade. Com isso, avalia, seria possível reduzir as taxas de internação, assim como o consumo de medicamentos, aumentando a vida útil dos indivíduos e melhorando sua qualidade de vida.

“Eu entendo que investir na inserção do profissional de Educação Física nas equipes de Saúde da Família contribuiria também para alterar positivamente a lógica dos gastos com a pasta da Saúde”, afirmou o vereador. Segundo Alan Carlos, a economia resultante decorreria da racionalização dos investimentos, pois, na medida em que se ampliam os investimentos na promoção e prevenção da saúde, ocorre significativa diminuição do financiamento da doença.

O parlamentar ainda esclareceu que a profissão (Educação Física) foi regulamentada através de Lei em setembro de 1998, quando ficou estabelecido que a partir daquele momento só poderiam trabalhar aqueles profissionais que estivessem na condição de licenciados ou bacharéis.

“Recentemente nós tivemos uma prestação de contas da Saúde e na ocasião ficou clara a fragilização das ações nas promoções da área no Município. É preciso que não seja única e exclusivamente nos aspectos curativos, mas efetivamente na lógica da prevenção”, finalizou Alan Carlos.

 

 

Jorn. Hedi Lamar Marques

Departamento de Comunicação CMU

04/04/2017

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