A atual crise política do País foi o tema abordado no Plenário da Câmara Municipal nesta terça-feira (10), durante participação do vice-presidente estadual do PRTB, Vicente Araújo de Sousa Neto. Ele foi convidado pelo vice-presidente da CMU, vereador Afrânio Cardoso de Lara Resende (PROS).

Vicente, que é do mesmo partido do vereador Edmilson de Paula, disse que o Brasil se concentrou com lideranças demais na área da esquerda, enquanto a direita foi esvaziada o que, segundo ele, não é bom para o equilíbrio da democracia.

O convidado também explicou que fez alguns estudos preliminares, inclusive sobre o saldo da Balança Comercial de Produtos Industriais no Brasil, que foi positivo no período de 2002 a 2007 chegando ao ápice de R$ 33,2 bilhões em 2005. Já em 2014, o saldo negativo chegou a 54,5 bilhões de dólares.

Ainda de acordo com Vicente, o País tinha 20% do PIB em produtos industrializados, número que atualmente caiu para 13%. “Hoje a produção industrial no Brasil é igual a 1940, quando 70% da população vivia na zona rural. Hoje apenas 15% vivem na zona rural”, explicou o convidado.

O representante do PRTB lembrou que através do resultado da balança comercial é possível chegar à capacidade de renda por habitante. A renda percapta, nos países desenvolvidos, é de média de U$ 20 a 30 mil dólares, enquanto no Brasil hoje é de U$ 11 mil dólares por habitante.

“Não adianta combater a corrupção, se não melhorarmos a renda do brasileiro”, avaliou Vicente. “Falam que o Brasil é um dos países que tem mais impostos, que atualmente representam 36% do PIB. O País não erra na quantidade do imposto, mas na qualidade”, avaliou Vicente.

Mesmo afirmando que não gosta de fazer este tipo de comparação, o vice-presidente do PRTB comentou que o imposto sobre a renda no Brasil é de 6,4%, enquanto nos Estados Unidos é de 11%. Já o imposto sobre o consumo é de 18,8% no Brasil e de 4,4% nos Estados Unidos, atingindo as pessoas de baixa renda.

“O Brasil precisa de uma reforma tributária urgente, afirmou o convidado, defendendo que só assim será possível fazer justiça social e promover o desenvolvimento sustentável.

Armas. Apesar de não ter relação com o tema abordado, Vicente falou também sobre um assunto que atualmente está em discussão e que, inclusive, já foi objeto de audiência pública na Câmara: a relação entre armas e homicídios.

Para Vicente, a pesquisa realizada pela Universidade de Cambridge mostra que armar a população não reduz os assassinatos.

Os Estados Unidos ficaram em 1º lugar no ranking, com 90 armas para cada 100 mil habitantes, com uma média de 4.2 homicídios. Na sequência vem o Iêmen (61 armas e 4.2 mortes para cada 100 mil habitantes), Finlândia (55 armas e 2.2 mortes para cada 100 mil habitantes) e Suíça (46 armas e 0.7 mortes para cada 100 mil habitantes). O Brasil ficou em 27º lugar, com 8,8 armas e 21 assassinatos para cada 100 mil habitantes.

 

Jorn. Hedi Lamar Marques
Departamento de Comunicação CMU
10/11/2015

 

 

 

 

 

 

 

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