Dutra conhece Usina na Europa

Tecnologia européia reduz em 90% o lixo, gera energia e dá origem a tijolos e outros materiais de construção

Após viagem a Europa, o vereador primeiro secretário da CMU, Luiz Humberto Dutra (PDT), fez um relato sobre as tecnologias internacionais que transformam lixo em energia elétrica. Dutra, que fez a viagem com recursos próprios, teve o agendamento das visitas organizado pelo Ministério das Relações Internacionais. Em Lisboa o vereador visitou a Usina ValorSul, que transforma 600 mil toneladas de resíduos em 300 gigawatts de energia elétrica. “A tecnologia é tão eficiente que a energia proveniente dos resíduos equivale a um milhão de toneladas de petróleo, sendo que a combustão reduz 90% do lixo. A borra que resulta, eles denominam de escória, e dá origem a tijolos e outros materiais que são usados na construção civil. Ou seja, o aproveitamento é total, pois permite a incineração de resíduos, gera lucro e reduz o efeito estufa”, explicou Dutra.
Na França, o vereador conheceu a tecnologia da empresa CNIM. Em contato com o diretor da empresa, Bernard Bourré, foi informado que na Europa já foram implantadas mais de 150 unidades, processando 55 milhões de t/ano, o que representa o lixo produzido por mais de 150 milhões de habitantes.  No Continente Europeu, segundo Dutra, os projetos são viabilizados pelas parcerias entre as empresas e o Poder Público, através de uma gestão integrada entre os municípios que formam um consórcio.
Brasil – Anteriormente a esta viagem, Dutra e o vereador Carlos Godoy (PTB), estiveram no Rio de Janeiro, onde conheceram uma Usina implantada no local, em caráter experimental. Foi esta primeira visita que motivou Dutra no estudo de outras tecnologias, como por exemplo, a Européia. Munido de documentos, fotos, relatórios e todos os tipos de dados, Dutra e Godoy, darão continuidade ao projeto de apresentação destas tecnologias ao Poder Público Municipal. “Estou juntando informações e materiais para fazer a apresentação ao prefeito e também aos meus colegas de parlamento. Ao tratarmos desta questão, temos que pensar no futuro da humanidade. São mais de R$ 40 milhões em investimentos, mas em longo prazo, é a manutenção da vida e a preservação do meio ambiente que serão beneficiadas. Também pretendemos envolver outras cidades da região no projeto, nos moldes do consórcio que acontece na Europa. Isto reduziria os custos para cada município, pois podemos fazer uma usina que atenda várias cidades”, destacou Dutra.
Após estudar o material recolhido por Dutra na viagem, o vereador Godoy lembrou que agora é preciso também vontade política para tornar o projeto realidade.  “A implantação da usina depende de um maior volume de lixo, por isso, a administração municipal, terá que abrir negociações com cidades vizinhas. Será preciso paciência e vontade política. O retorno para sociedade é inegável, pois além do fim do gás metano, as cinzas seriam usadas para a fabricação de blocos de cimento, além de gerar energia e termos lixo zero. Com certeza estaríamos dando nossa contribuição na preservação ambiental”, disse Godoy.

 

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