Fahim confirma a Samuel presença na Câmara para defender Projeto sobre o Hospital Regional
A votação do Projeto de Lei que vai definir o tipo de administração do Hospital Regional foi tema de uma reunião hoje de manhã entre o vereador Samuel Pereira (PR) e o secretário municipal da Saúde, Fahim Sawan. Na sessão extraordinária da semana passada um dos projetos enviados pelo Poder Executivo dizia respeito ao assunto, mas acabou sendo retirado da pauta.
O prefeito havia solicitado ao presidente Elmar Goulart que inserisse o PL na pauta, mas devido às reações ocorridas, inclusive com dúvidas de alguns vereadores, o chefe do Executivo acabou decidindo pedir o sobrestamento.
O vereador e o secretário conversaram a respeito do Projeto e Samuel aproveitou para tirar algumas dúvidas. Fahim avisou que vai defender o PL na Câmara, na primeira reunião do mês de novembro.  
Para Samuel, é preciso agir com transparência, pois acredita que a empresa que for administrar o HR será de grande relevância. Ele, inclusive, fez um comparativo com a situação das rodovias de Minas e São Paulo, sendo que as estradas paulistas são todas terceirizadas e com índices menores de acidentes. 
"Tanto a Secretaria de Saúde quanto a Câmara vão fiscalizar este trabalho", afirmou Samuel, que ainda acrescentou, "o secretário Fahim está preparado para participar do Plenário e nos ajudar com este Projeto". 
Questionado sobre as comparações com o Hospital de Clínicas, o secretário explicou que o HC não foi terceirizado, sendo realizada sim uma parceria com uma empresa criada pelos Ministérios da Educação e da Saúde. "Esta empresa vai ajudar a gerenciar o hospital, cujas metas vão ser dadas pela UFTM", disse Fahim. 
Ainda de acordo com o secretário, a situação chegou a este ponto por causa de uma preocupação do governo federal, de que, com as atuais leis, os hospitais públicos não estão sendo bem administrados. "O HC já teve 400 leitos e hoje conta com menos de 300, é preciso ter experiência para se administrar um hospital", avaliou. 
Segundo Fahim, no caso do Hospital Regional, o atendimento será 100% realizado pelo Sistema Único de Saúde (SUS), "não está sendo terceirizado, será feita uma parceria com uma organização social que tem experiência de administrar um hospital maior que o de Uberaba há pelo menos cinco anos", acrescentou. "Nós temos umas 30 opções no país e vamos escolher uma das melhores para vir trabalhar em Uberaba, basta ver os hospitais que elas administram, em Palmas (TO), Santo André (SP), Santo André (SP), São Paulo, Uberlândia, todos estão funcionando", disse.
O secretário voltou a afirmar que o Hospital Regional vai atender 27 cidades juridicionadas, e que o Conselho Municipal de Saúde, a Câmara (juntos com as Câmaras das demais cidades), bem como a prefeitura, vão ser os gestores. "O controle, as metas e os objetivos do HR é nosso. Temos que estar antenados para oferecer o melhor atendimento à população, mas sem profissionalismo não se consegue administrar um hospital deste tamanho". 
Para Fahim, este ano foi de investimentos. Segundo ele, a partir de dezembro as Unidades de Pronto-Atendimentos (UPAs) vão começar a funcionar de maneira completamente diferente, e no próximo ano as Unidades Básicas de Saúde (UBSs) voltarão a atender até as 22 horas. Além disso, serão inaugurados mais 220 leitos no Hospital Universitário da Uniube, sendo que 120 serão públicos, comprados pela prefeitura. Já o Hospital Regional terá 163 leitos. A secretaria também está estimulando empresas privadas a trazerem hospitais para a cidade, pois também estão faltando vagas particulares. 
O secretário também contou que estão estruturando para ter prevenção em mais de 70% da cidade, através dos PSFs e de outras nove Unidades Básicas de Saúde que estão sendo construídas, além das outras 12 que serão reformadas.
Por último, Fahim anunciou que a secretaria acabou de receber uma verba que vai revolucionar a saúde mental em Uberaba, para a implantação de um Caps AD3, ou seja, de nível três, bem como a criação de casas de acolhimentos e de transferência destinadas a homens e mulheres, além de uma casa de saúde mental para crianças. "Este ano foi de muito trabalho, de plantar muitas sementes, que já estamos começando a colher", finalizou o secretário.

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