Equipe da Polícia Militar foi homenageada pela Câmara Municipal. A Moção de Aplausos foi uma iniciativa do vice-presidente da Casa, vereador Afrânio Cardoso de Lara Resende (PROS), que teve a co-autoria dos vereadores Samuel Pereira (PR), Cléber Humberto de Sousa Ramos ‘Cléber Cabeludo’ (PROS), Samir Cecílio (SD) e Edcarlo dos Santos Carneiro ‘Kaká Se Liga’ (PSL).

O motivo da homenagem foi o trabalho realizado pela equipe da 147ª Companhia que prendeu quadrilha que vinha praticando vários assaltos pela cidade. O major PM Anderson Clayton Borges representou o comandante do 4º BPM, tenente coronel PM Waldimir Soares Ferreira. Também esteve presente na solenidade o presidente da OAB/Uberaba, Vicente Flávio.

A homenagem foi entregue ao comandante da 147ª Cia., tenente PM Alberto Almeida Cintra Júnior, 2º tenente PM Robisvaldo Pereira, 2º sargento PM Márcio Henrique Rezende, cabos PMs Rilsen Vantuir Almeida de Oliveira Rocha, Plínio Paulo Carvalho Porfírio, Leonardo Santana Arruda, Guilherme Augusto da Silva, soldados Norberto Cirineu Alves Pereira, Mauro Gabriel de Oliveira Filho, Arnaldo Dom Bosco Júnior e Luander Silva de Oliveira.A quadrilha localizada e presa pelos militares já havia realizado pelo menos 14 assaltos na cidade, segundo informações policiais.

O vereador Afrânio, que é policial civil e autor da homenagem falou da honra em realizar a Moção, destacando a importância da PM de Minas Gerais. O vereador lembrou que também é integrante da segurança pública e que são poucas as instituições as quais permanecem firmes no País, sendo que a PM é uma delas. O parlamentar comentou, ainda, que os policiais vivem ‘enxugando gelo’ (expressão utilizada para o retrabalho diante de prisões e solturas), tentando fazer sua parte, inclusive através do Proerd. Para Afrânio, deveriam existir leis mais severas, pois a polícia prende e o sistema judiciário acaba soltando, uma vez que as leis são muito brandas. “A quantidade de ocorrências é muito grande, enquanto o contingente diminui cada vez mais”, destacou.

O vice-presidente da CMU lembrou que há alguns anos a cidade chegou a ter mais de 700 militares e hoje são aproximadamente 300. Para o vereador, o sistema está falido. De acordo com Afrânio, a culpa também é dos organismos Direitos Humanos que massacraram a Polícia Militar e a Polícia Civil há alguns anos. “Agora mudou um pouco, devido à situação da violência, mas quando visitaram uma vítima?”, questionou, afirmando que agora todos têm que arcar com as conseqüências.  “E se não fosse a PM, a situação estaria muito pior”, analisou o vereador. O vice-presidente do Legislativo encerrou afirmando que a Moção é simplesmente uma forma de agradecer a tudo o que estes policiais fazem pela comunidade.

Inversão de valores – O tenente PM Cintra disse que em quase 24 anos na polícia já teve a oportunidade de presenciar várias cenas, mas destacou a presença de familiares de policiais no Plenário, que deixaram seus trabalhos e residências para prestigiar a homenagem.

“Infelizmente vivemos uma inversão de valores, onde as pessoas de bem vivem trancadas em casa”, constatou o policial. Segundo o tenente, os policiais diariamente tentam diminuir a onda de criminalidade, inclusive com o sacrifício de vidas, lembrando que no ano passado dois militares morreram em serviço.

Sobre a quadrilha de assaltantes presa, Cintra explicou que o grupo é perigoso, inclusive tem ligações com facções de fora do Estado. “Eu espero que eles permaneçam na cadeia e paguem por seus crimes”, afirmou.

Os números mostram a proporção da violência. Apenas no mês de agosto a 147ª Cia. já prendeu 28 assaltantes e apreendeu 12 armas de fogo.

“É preciso que a segurança pública uma forças, que o Poder Judiciário e o Ministério Público participem mais, pois apenas a polícia não dá conta. Precisamos de um sistema forte e de uma sociedade participativa”, disse o tenente.Para o major PM Anderson Clayton, a homenagem prestada aos integrantes da Companhia é mais do que merecida.

Estratégico. O presidente da OAB, Vicente Flávio, também se pronunciou, afirmando que o cenário da segurança pública vivido hoje é sombrio. “Não vemos nenhum plano estratégico do poder público, não se projeta nada com cinco, dez anos à frente. O que vemos é a entrada de um ou outro governador, que tampa buracos, sem oferecer a estrutura necessária estes honrados e bravos policiais que dão a vida por todos”, disse o representante da entidade. Vicente Flávio parabenizou a Câmara pela iniciativa.

Reconhecimento – O vereador Samuel Pereira disse que a honraria é merecida pelo trabalho exercido pelos militares e agradeceu pela atuação que a PM tem realizado na cidade. Para Samir Cecílio, a homenagem é prestada não apenas pelos 14 vereadores, mas pelos mais de 300 mil moradores da cidade, “uma população que vive acuada e às vezes desesperada, por causa da violência”, afirmou. De acordo com Samir, a homenagem é um reconhecimento ao trabalho realizado e ao enfrentamento aos riscos a que são expostos.“Não queremos dizer nada mais do que o nosso muito obrigado”, finalizou.

O vereador ‘Kaká Se Liga’ comentou que cada corporação tem a sua responsabilidade, assim como os poderes Executivo e Legislativo da cidade e também do Estado. “Se eles não tivessem amor pela farda, não dariam conta nem de sair de casa, pois a pressão e o estresse são grandes. Estes policiais são seres humanos que passam dificuldades, como qualquer outra pessoa. Tenham nossa admiração, o respeito e o carinho, além do agradecimento, por tudo o que têm feito pela cidade”, concluiu.

Riscos. O vereador João Gilberto Ripposati (PSDB) lembrou ser o autor de Requerimento, através do qual tenta conseguir para a cidade o aumento do efetivo em pelo menos 250 militares. Ele também agradeceu aos militares e suas famílias por tudo o que têm feito pela sociedade.

A vereadora Denise Max (PR) destacou ter conhecimento das condições difíceis em que os PMs trabalham, muitas vezes com viaturas e armas sem condições de uso. Para ela, o Estado trata os policiais de forma desumana. “Já morei em São Paulo, onde um policial não podia nem mesmo colocar a farda no varal, por medo de ser morto. Eu espero que esta situação nunca chegue aqui”, disse Denise.

“Cléber Cabeludo” parabenizou os homenageados e comentou que vestir a farda hoje é pesado, devido à grande quantidade de marginais existentes na cidade. Ele também lembrou o caso da agente penitenciária assassinada há duas semanas, a 200 metros do local de trabalho.

De acordo com o vereador Ismar, é um prazer homenagear a segurança pública e acredita que é preciso fazer isto mais vezes. Ele pediu aos militares para que nunca desistam de combater a criminalidade, pois todos dependem muito deles.

Para o presidente do Legislativo, Luiz Dutra (SD), a sociedade vive momentos difíceis, em que a segurança pública pede socorro, uma vez que os homens públicos não têm dado a prioridade necessária ao assunto. “Não podemos perder para a criminalidade, é preciso continuar trabalhando e lutando para que tenhamos uma sociedade mais justa e igualitária”, analisou, lembrando que isto não acontece apenas no município, mas pelo Brasil a fora. “A segurança pública tem deixado muito a desejar”, acrescentou Dutra.

O presidente parabenizou os colegas pela iniciativa de prestar a homenagem, lembrando ter conhecimento do trabalho exercido, uma vez que atuou como escrivão e delegado da Polícia Civil. “A situação mudou, mas para pior, o crime organizado tomou conta do País. Ou o poder público toma uma atitude, ou vamos viver em um estado onde o crime é que vai mandar”, disse o vereador.

Dutra destacou, ainda, que os policiais trabalham com armas obsoletas, enquanto os marginais andam com um aparato completo, além de bem organizados. “O delinquente não é uma vítima da sociedade, é um vagabundo que quer viver no mundo do crime, pois é muito mais fácil. Ele ainda mostra para os que estão à sua volta que o crime compensa. Isto não pode continuar”, alegou.

De acordo com o presidente, a Câmara tem tentado fazer a sua parte, cobrando melhorias e apresentado propostas para apriomoramento da segurança pública. “A honraria outorgada pela Câmara é mais do que merecida. Tenho orgulho de dizer que sou policial e agradeço por tudo o que os militares têm feito pela cidade. Que o poder público possa olhar pela segurança pública, pois o povo pede socorro”, afirmou.

 

 

 

Jorn. Hedi Lamar Marques
Departamento de Comunicação CMU
13/08/2015

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