Vereadores preocupados com o futuro da Emater
O anúncio da prefeitura sobre corte de 50% no valor repassado ao escritório regional da Emater/Uberaba (Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural) causou preocupação entre os vereadores durante as primeiras reuniões do mês. Eles temem que a ação acarrete no fechamento da unidade local.
Para o vereador Marcelo Borges (DEM) a redução nos valores, da ordem de quase R$12 mil para pouco mais de R$5,7 mil, impossibilitará o pagamento do efetivo. “Vale lembrar aqui que a a Emater rendeu ao município, no ano passado, R$ 500 mil em ICMS”, disse.
O presidente Luiz Dutra disse ser inadmissível o fechamento, propondo, inclusive, uma intervenção indireta da Câmara. “Se for necessário, devolveremos dinheiro à Prefeitura destinado à Emater. Isso não é porque estamos nadando em dinheiro, mas é fruto de uma gestão correta”, alertou. Nesse instante, Itamar Rezende rechaçou a possibilidade, alegando que é um papel do prefeito e não do Legislativo. “A Câmara não deve devolver dinheiro porque assim o prefeito, daqui a pouco, vai suspender convênios contando com a Câmara”.
Já o vereador João Gilberto Ripposati (PSDB) disse que a sugestão do presidente é válida. “Se há a possibilidade de compartilhamento de recursos, mesmo que provisório, que se faça. Falo provisório porque ano que vem teremos outro prefeito e essa realidade pode mudar”, lembrou o tucano, dizendo também que o prefeito está equivocado em alegar economia de aluguel – conforme divulgado – pois a Emater funciona em sede própria.

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