Vereadores se mobilizam em prol dos professores do Estado

Durante a reunião ordinária desta sexta, os vereadores receberam no plenário, professores e representantes do Sindute. Os sindicalistas mostraram a sua indignação com o resultado das negociações com o Governo e a atual situação da greve. Mediante o exposto, os vereadores garantiram apoio a reivindicação e cobraram a participação dos pais no movimento, visto que os professores são os responsáveis pela educação formal de seus filhos. De acordo com o presidente, vereador Lourival dos Santos acontecerá no próximo dia 28, uma passeata, com a participação dos parlamentares, às 17h, com saída prevista da Câmara em direção a Escola Estadual Brasil.  Participaram da sessão, Sônia Regina Montes (Coordenadora da Sub-sede do Sindute de Uberaba), Carlos Alberto (Coordenador da Sub-sede do Sindute de Sacramento) e Aurívio Veiga (Diretor da Sub-sede do Sindute de Araguari).
Avaliação – O presidente da Comissão de Educação e Cultura, vereador e professor Carlos Alberto de Godoy, afirmou ainda, durante um duro discurso em favor da categoria educacional, que o Estado de Minas Gerais, sempre tratou a questão da Educação com incompetente, como algo supérfluo e do tipo que fica para depois. Godoy lembrou ainda que são os professores que garantem o Estado de Direito e os políticos precisam entender esta questão. “Revolução começa assim, me pergunto se daqui a pouco teremos que pegar em armas, para garantir o que é justo e mínimo”, destacou.
Moção – O vereador Marcelo Machado Borges, o Borjão, aprovou em plenário, uma moção de apoio ao movimento dos professores por melhores salários. A moção contou com o apoio de todo o plenário. Durante seu discurso o vereador alertou os educadores, no sentido de não se deixarem usar politicamente, haja vista a eleição de outubro. Ele lembrou também que em 2009, fez uma moção de repúdio contra os baixos salários dos professores, tanto da rede municipal, estadual e federal. Ele também pediu que os professores que continuam e casa e dando aula, que entrem em greve, não se acovardem, pois a reivindicação é justa e todos devem lutar, pois caso consigam o objetivo, o benefício será de todos.
Histórico – Segundo a sindicalista Sônia Regina Montes, desde janeiro a categoria tem buscado uma negociação com o governo mineiro. Em março, houve um paralização nacional que resultou no enviou de um projeto, pelo ex-governador Aécio Neves, a Assembléia, onde aplicou 10% em cima do vencimento básico do professor. Para a categoria a proposta foi insufiente, visto que 10% em cima do venciomento do PB1, que tem salário básico de R$ 336,00, seria um reajuste de apenas R$ 36,00. Mediante isso, no dia 02 de abril, foi deflagrada a greve por tempo indeterminado. Atualmente, uma comissão tem buscado a negociação com o governo que tem se mostrado insensível com a categoria.
Montes disse também que a greve é legal, diferente do que diz o governo e a Justiça, haja vista que não é serviço essencial. “O que nós mais queremos é respeito e dignidade. Um salário digno para realizar nosso trabalho e cuidarmos de nossa família. Se não tivéssemos passados por salas de aulas, com certeza hoje não estaríamos aqui”, destacou.
O sindicalista Carlos Alberto, afirmou que sendo PB3, tento licenciatura plena, recebe o salário base de R$ 550,00, sendo que o presidente Lula determinou um piso nacional de R$ 850,00. Ele também lembrou que Minas é o 2º Estado em arrecadação do Brasil, sendo o 8º pior do País em investimento em Educação, estão em 20º lugar entre os melhores do País.
De contra-cheque em punho, o sindicalista Aurívio Veiga, também defendeu melhores salários e condições dignas de trabalho para as cantineiras e faxineiras das escolas. Ele afirmou que o Estado investiu 8% na Educação, de sua arrecadação líquida, sendo que o necessário é 18%. Veiga revelou ainda que a Assembléia irá suspender seus trabalhos, caso um profissional sofra retaliação e que espera das Câmaras Municipais a mesma atitude. O professor alertou também que a Educação está em jogo, visto que não se forma mais professor. “Na UFU foi chamado o vestibular, mas não teve interessados em História, Química, Geográfica, Língua Portuguesa e Matemática. Ou seja, não vai ter mais professor. Por isso, agradeço o apoio e a participação, pois quem demonstra isso se preocupa com o destino de nossos filhos, de seus filhos, da cidade, do Estado e de seu País”, disse.

 

 

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